Agressor de Hamburgo era conhecido das autoridades

Polícia afirma que jovem, classificado como islamista, não era considerado perigoso e não tinha ligações com o jihadismo. Motivo para o ataque a faca que deixou um morto ainda não foi esclarecido.Autoridades alemãs afirmaram neste sábado (29/07) que o jovem de 26 anos que atacou a faca clientes de um supermercado em Hamburgo era conhecido da polícia e havia sido classificado como islamista, mas não era considerado perigoso. O agressor, que nasceu nos Emirados Árabes Unidos, tinha ainda problemas psicológicos. Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas no ataque. Segundo o secretário do Interior de Hamburgo, Andy Grote, o jovem entrou na mira das autoridades depois de ter se radicalizado, porém, ele não foi considerado jihadista. Um amigo do agressor teria procurado a polícia depois de perceber uma mudança suspeita no seu comportamento. O motivo do ataque ainda não foi esclarecido pelos investigadores. Grote afirmou que a polícia acredita que o jovem cometeu o ataque sozinho, mas ainda não pode afirmar com certeza se ele foi motivado por questões religiosas ou agiu em consequência de sua instabilidade psíquica. O agressor também seria usuário de drogas. Nas investigações em andamento não foram encontrados indícios de que ele estivesse vinculado a alguma rede terrorista. Grote disse também que o jovem teve o pedido de refúgio negado e esperava para ser deportado, o que só não ocorreu por falta da documentação necessária para enviá-lo de volta ao seu país. O ministro e o promotor Bernd Krüsser reiteraram que o homem era conhecido por suas tendências islamitas, mas que não tinha ligação com o jihadismo. A polícia realizou neste sábado uma busca no abrigo de refugiados onde o agressor, identificado pela imprensa alemã como Ahmed A., vivia. Detalhes da operação não foram divulgados. O ataque O ataque ocorreu na região de Barmbek, no norte da cidade, às 15h10 (horário local). Segundo a polícia, depois de deixar o supermercado, o agressor voltou ao local, pegou uma faca de cozinha de uma prateleira e atacou três pessoas, matando um homem de 50 anos. Durante a fuga, ele atacou outras pessoas. O agressor foi contido por pedestres que o seguiram e jogaram cadeiras para pará-lo. Em seguida, ele foi preso. A Procuradoria afirmou ainda que o agressor nasceu nos Emirados Árabes Unidos, mas seria palestino. Em março de 2015, ele chegou a Dortmund, na Alemanha, vindo da Noruega. Transferido para Hamburgo, em maio do mesmo ano, ele deu entrada no pedido de refúgio. A solicitação foi negada no final do ano passado e ele deveria ser deportado. A falta de um passaporte, no entanto, impediu esse processo. A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, divulgou uma nota neste sábado, na qual afirmou estar acompanhando as investigações do ataque que chamou de bárbaro e estar em contato com o prefeito de Hamburgo, Olaf Scholz. "Esse ato de violência precisa e será esclarecido", destacou Merkel, agradecendo a coragem dos civis que jogaram cadeiras no agressor para contê-lo. Neste sábado, Scholz visitou o local do ataque e, em homenagens às vítimas, deixou flores em frente ao supermercado onde os clientes foram esfaqueados. CN/afp/dpa/lusa/efe

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