Venezuela detém líderes da oposição

Leopoldo López e Antonio Ledezma foram levados para local desconhecido, segundo fontes próximas a ambos. Oposição responsabiliza Maduro pela integridade física dos detidos.Os opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma foram detidos na madrugada desta terça-feira (01/08) e levados para local desconhecido pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) da Venezuela, disseram fontes próximas aos dois. Ambos se encontravam em regime de prisão domiciliar. "Acabam de levar Leopoldo de casa. Não sabemos onde está, nem para onde o levaram. [O presidente venezuelano Nicolás] Maduro é o responsável se alguma coisa lhe acontecer", afirmou através do Twitter a esposa de López, Lilian Tintori. O deputado Ricardo Blanco, do partido Alianza Bravo Pueblo (ABP), denunciou também através do Twitter que o Sebin prendeu Ledezma durante a madrugada. Dirigentes do ABP, partido de Ledezma, e da legenda Vontade Popular (VP), de López, também responsabilizaram Maduro pela integridade física dos dois opositores, afirmando que desconhecem o paradeiro de ambos. Membros da coligação da oposição Mesa de Unidade Democrática (MUD) divulgaram no Twitter um vídeo que mostra Ledezma de pijamas sendo levado por agentes do Sebin de sua casa, onde estava detido desde 2015, acusado de conspiração e formação de quadrilha. Horas antes de ser preso, o ex-prefeito de Caracas havia rejeitado uma proposta feita por Maduro para que a oposição participasse das próximas eleições regionais, que deverão ocorrer no final do ano. "Não imagino que ninguém que seja leal à luta se inscreva, em fila indiana, nesse Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Já aguentamos muito deste CNE que foi protagonista, no domingo, de uma fraude grosseira", afirmou Ledezma através das redes sociais. Ledezma passou dois meses num presídio militar antes que lhe fosse concedido o regime de prisão domiciliar por motivos de saúde. Quase dois anos e meio após ser preso, o opositor ainda não foi condenado. López ficou detido na mesma prisão durante quase três anos, onde, segundo seus advogados e membros de oposição, ele teria sido torturado várias vezes. O opositor estava sob prisão domiciliar desde o dia 8 de julho. Maduro "orgulhoso" das sanções dos EUA O presidente venezuelano tentou minimizar as sanções impostas pelos Estados Unidos nesta segunda feira diretamente contra sua pessoa. Entre as medidas adotadas por Washington estão o congelamento de seus ativos sob jurisdição dos EUA e a proibição a cidadãos americanos de fazerem negócios com ele. "As sanções são por ter convocado o povo a votar livremente para eleger uma Assembleia Constituinte. Me sinto orgulhoso das pretendidas sanções, 'mister' imperador Donald Trump", afirmou, se referindo ao presidente americano. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano incluiu Maduro na lista principal de líderes sancionados pelos EUA, como o presidentes da Síria, Bashar al-Assad, do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O venezuelano disse que as sanções foram impostas por ele ter se recusado a cancelar a Constituinte, cujos 545 membros foram eleitos neste domingo. "Não recebo ordens do imperialismo, não recebo ordens de governos estrangeiros", afirmou. Maduro, porém, reiterou a disposição de dialogar com Trump. "Já disse que estou disposto a conversar com ele e estender-lhe a mão", afirmou. "Ele está cometendo o maior erro de sua vida ao se meter com a Venezuela." RC/efe/lusa/dpa

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