Nurembergue proíbe discurso de líder da AfD em comício

Prefeitura afirma que fala de Gauland põe em risco imagem da cidade como reduto da paz e do respeito aos direitos humanos. Ele foi acusado de racismo em comentário sobre encarregada de integração do governo federal.A prefeitura de Nurembergue proibiu nesta segunda-feira (04/09) o discurso do líder do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) Alexander Gauland num evento eleitoral da legenda na cidade, marcado para o próximo sábado. Para liberar o uso do pavilhão municipal onde ocorrerá o evento, a prefeitura exigiu da AfD uma garantia por escrito d que Gauland não discursará no local. O partido tem até o meio-dia desta terça-feira para entregar a declaração. Leia a cobertura completa sobre a eleição na Alemanha em 2017 Segundo a secretária do governo local, Christine Schüssler, a decisão foi tomada devido à declaração de Gauland sobre a encarregada de integração do governo federal, Aydan Özoguz. Durante um evento de campanha em Eichsfeld, na Turíngia, o líder populista disse que Özoguz, que nasceu na Alemanha e é filha de imigrantes turcos, deveria ser "descartada na Anatólia"devido aos seus comentários sobre a cultura alemã. A declaração foi criticada por todos os outros partidos. Schüssler argumentou que o contrato de aluguel do pavilhão prevê rescisão em caso de risco à ordem pública ou de prejuízo à imagem da cidade. A prefeitura de Nurembergue afirmou que um discurso de Gauland coloca em risco a imagem da cidade como reduto da paz e do respeito aos direitos humanos. Gauland não quis comentar a proibição e disse que o escritório regional do partido deverá decidir o que fazer. Já o líder da AfD em Nurembergue, Martin Sichert, acusou o governo local de prejudicar a democracia e disse que apresentou queixa à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Ex-membro da União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler Angela Merkel, Gauland, de 76 anos, é um dos rostos mais conhecidos da AfD e já foi acusado outras vezes de fazer comentários racistas. Numa das declarações, o alvo do populista foi o zagueiro Jerome Boateng. Gauland declarou que "as pessoas o acham um bom jogador de futebol, mas não querem um Boateng como vizinho". CN/rtr/dpa/ard

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