Munique inaugura memorial de massacre olímpico

Monumento homenageia membros da equipe olímpica israelense e policial alemão mortos em atentado durante Jogos de 1972. Cerimônia é marcada por emoção e críticas a autoridades alemãs.Quarenta e cinco anos após um brutal atentado terrorista realizado durante os Jogos Olímpicos de Munique, a cidade alemã foi palco nesta quarta-feira (06/09) de uma cerimônia de inauguração de um monumento em homenagem às vítimas. Os presidentes da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e israelense, Reuven Rivlin, participaram do evento em memória do brutal massacre de membros da equipe olímpica israelense pelo grupo palestino radical Setembro Negro. Os dois políticos classificaram o monumento de homenagem "tardia". O memorial, de 2,3 milhões de euros, intitulado Einschnitt (incisão), fica no terreno do Parque Olímpico de Munique. O monumento é composto por imagens e as biografias das 11 vítimas israelenses e de um policial alemão morto durante uma operação fracassada de libertação dos reféns. Parentes das vítimas, muitos lutando contra as lágrimas, retiraram lentamente as capas pretas que cobriam as fotos mostrando os atletas. Uma orquestra bávara interpretou o hino nacional israelense. Leia mais: "Munique 1972 não deve se repetir" Ankie Spitzer, viúva de André Spitzer, o treinador de esgrima assassinado, e porta-voz dos sobreviventes, criticou durante a cerimônia que o desejo de um "memorial digno" tenha sido ignorado por "décadas". Spitzer lembrou as falhas das forças de segurança alemãs e também das autoridades após o ataque, que ela classificou de "arrogantes" e incompetentes. Eles "tentaram encobrir seus incríveis erros". Ilana Romano, viúva do levantador de peso assassinado Yossef Romano, contou durante a cerimônia, da qual participou também o atual presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que a equipe israelense foi à Alemanha "feliz e cheia de orgulho" de representar Israel nos Jogos de Munique, e "retornou para casa em caixões". Romano afirmou que uma campanha por um memorial em Munique organizada por parentes das vítimas enfrentou por muito tempo "antissemitismo e falta de compaixão". Steinmeier afirmou que o país deve se confrontar com a verdade, de que "não foi prestada a segurança necessária". "A Alemanha não estava preparada para o terrorismo, mesmo que Munique não tenha sido o começo dele." MD/afp/lusa/ap

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