Governador da Flórida ordena saída de 6,3 milhões de pessoas

Autoridades ampliam ordem de retirada com aproximação do Irma. Mais de 54 mil de moradores se refugiam em mais de 300 abrigos no estado. Furacão é o mais potente já registrado no Atlântico.O governador da Flórida, Rick Scott, ampliou neste sábado (09/09) a ordem de retirada da população no estado para 6,3 milhões de pessoas, por causa da chegada do Irma, o furacão mais potente já registrado na região, devido especialmente ao aumento do nível do mar. Na sexta-feira, ele havia ordenado a retirada de 5,6 milhões de habitantes de suas casas. "O Irma é o furacão mais catastrófico que o estado já viu", ressaltou Scott, ao pedir a retirada de quase um terço dos cerca de 20 milhões de habitantes do estado, o terceiro mais populoso dos EUA. De acordo com o governador, mais de 54 mil pessoas se refugiaram em cerca de 320 abrigos de emergência instalados na Flórida. Outras centenas de milhares de pessoas cuidaram elas mesmas de procurar em um lugar seguro. O Irma matou pelo menos 25 pessoas no Caribe como um furacão da categoria 5, a mais alta. O Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês) dos Estados Unidos o rebaixou para a categoria 3 no sábado, mas alertou que ele pode ganhar novamente força ao chegar ao continente. O Irma é esperado para chegar ao sul da Flórida na manhã (hora local) deste domingo. Scott convocou todos os habitantes das mais de 200 Ilhas Keys a deixarem a área e advertiu que o Irma será pior do que o furacão Andrew, que matou 65 pessoas em 1992. Leia mais: Flórida ordena maior retirada de moradores de sua história Furacão ruma para Flórida após devastar o Caribe Miami Beach, com seus normalmente 100 mil habitantes, se tornou uma "cidade fantasma", como o definiu o prefeito Phil Levine. De acordo com cálculos atualizados, também em Fort Myers, na costa oeste, deve se tornar área de alto risco. Além dos 6,3 milhões de pessoas que receberam ordem de retirada na Flórida, a Geórgia recomendou a mesma instrução a 540 mil pessoas, enquanto a Carolina do Sul pediu à população que saia da zona costeira do estado. Os militares dos EUA mobilizaram milhares de soldados nos preparativos. De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, um total de quase 14 mil membros da Guarda Nacional foram colocados em alerta para apoiar trabalhos de busca e resgate, assim como retirada de residentes. Vários grandes navios da Marinha também estão sendo preparados. Cuba Em Havana, cidade de dois milhões de habitantes, as autoridades afirmam que os estragos podem ser os mais severos desde 1932. O meteorologista José Rubiera declarou na televisão estatal que as inundações mais violentas eram esperadas no sábado e em parte no domingo. Na famosa avenida litorânea El Malecón, de Havana, eram esperadas ondas de até oito metros de altura. De acordo com a mídia estatal, o furacão passou pelo centro de Cuba no sábado com ventos com velocidades de até 256 quilômetros por hora. Outras localidades também foram afetadas gravemente, mas não foram divulgados, a princípio, mais detalhes sobre vítimas. Cerca de um milhão de cubanos foram levados a abrigos antes da passagem do furacão, incluindo 10 mil turistas estrangeiros. A comunicação com vários lugares foi interrompida. Os meteorologistas observaram mais duas tempestades atlânticas, José e Katia. O Katia atingiu a costa leste do México na madrugada de sexta para sábado, como um furacão de categoria 1 e foi posteriormente rebaixado para tempestade tropical. Segundo a proteção civil, duas pessoas morreram em um deslizamento de terra em Xalapa, capital do estado de Veracruz. O José, um furacão de categoria 4, é preocupação para as ilhas caribenhas já atingidas pelo Irma. O Serviço Meteorológico Francês declarou alarme meteorológico máximo para as ilhas de Saint Martin e Saint Barthélemy e alertou as pessoas para que não deixassem as casas sob nenhuma circunstância. MD/afp/efe/lusa

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