Conselho de Segurança aprova novas sanções à Coreia do Norte

Novas medidas atingem exportações de têxteis do país e limitam de remessas de produtos petrolíferos. EUA suavizaram proposta para ganhar apoio da China e da RússiaOs 15 membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram por unanimidade nesta segunda-feira (11/09) novas sanções contra a Coreia do Norte. As medidas ocorrem uma semana depois de mais um teste nuclear conduzido pelo regime de Pyongyang. A China e a Rússia apoiaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU elaborada pelos EUA que impõe uma nova rodada de restrições à Coréia do Norte, incluindo a proibição das exportações de têxteis do país e a limitação de remessas de produtos petrolíferos. Ao falar com o conselho durante a reunião do grupo em Nova York, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que seu país não estava procurando entrar em guerra com a Coreia do Norte. Segundo ele, Pyongyang "ainda não passou o ponto de não retorno". "Se concordar em parar o seu programa nuclear, o país pode recuperar seu futuro", disse. "Se eles provarem que podem viver em paz, o mundo viverá em paz com eles". Essa foi a nona resolução de sanções contra a Coreia do Norte aprovada pelo conselho desde 2006. Os Estados Unidos atenuaram um primeiro esboço de resolução mais rígido para ganhar o apoio de China e Rússia, que aliadas de Pyongyang. Dessa forma, o alcance das sanções acabou sendo reduzido. Ficaram de fora, por exemplo, o congelamento de bens do ditador norte-coreano, Kim Jong-Un, no exterior e a previsão de punições contra países que vendem petróleo para o regime. As medidas aprovadas limitam o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte para dois milhões de barris por ano e também restringem o fornecimento de petróleo bruto aos níveis atuais e proíbem completamente o fornecimento de gás natural. As novas sanções também estipulam que a Coreia do Norte não poderá vender seus produtos têxteis fora do país. A embaixadora Nikki Haley disse que as novas medidas privariam Pyongyang de uma receita anual de pelo menos 800 milhões de dólares. JPS/rt

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