Conselho de Segurança da ONU condena míssil norte-coreano

Em reunião de urgência, órgão pede que Pyongyang pare imediatamente com "atos escandalosos". Kim Jong-un promete concluir objetivo de seu programa nuclear e balístico, que é alcançar equilíbrio com poder militar dos EUA.O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou nesta sexta-feira (15/09) o lançamento de um míssil feito pela Coreia do Norte na véspera, descrevendo a ação como "altamente provocadora". Os países-membros ainda pediram que Pyongyang pare imediatamente com os "atos escandalosos". Em texto aprovado pelos 15 integrantes do órgão durante uma reunião de urgência realizada a portas fechadas, o conselho declarou que as ações do regime de Kim Jong-un representam uma ameaça não apenas para a região, mas também para todos os Estados-membros da ONU. Dessa forma, o órgão afirmou que os 193 países que compõem as Nações Unidas devem implementar "de forma completa, abrangente e imediata" todas as sanções da ONU contra o país asiático. O conselho ainda "enfatizou a importância de se trabalhar para reduzir a tensão na península coreana, (...) dividida entre a Coreia do Norte autoritária e a Coreia do Sul democrática". O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, por sua vez, lembrou que o lançamento de mísseis representa uma grave violação das resoluções do Conselho de Segurança. As declarações da entidade foram uma reação ao míssil lançado na noite desta quinta-feira – manhã de sexta em Pyongyang –, que chegou a sobrevoar o norte do Japão antes de cair no Oceano Pacífico, a cerca de 2 mil quilômetros a leste do cabo de Erimo, na ilha japonesa de Hokkaido. Autoridades militares sul-coreanas estimam que o projétil, lançado dos arredores da capital norte-coreana, tenha alcançado uma altitude máxima de 770 quilômetros e percorrido uma distância de 3.700 quilômetros – o suficiente para atingir o território americano de Guam, no Pacífico Ocidental. O ministro de Defesa do Japão, Itsunori Onodera, afirmou nesta sexta-feira que o governo norte-coreano tinha "Guam em mente" ao disparar o míssil. A base militar no Pacífico fica a 3.400 quilômetros da Coreia do Norte. Em agosto, Pyongyang alertou que estaria "examinando cuidadosamente" um plano para atacar com mísseis o território americano. Foi a segunda vez em menos de um mês que a Coreia do Norte lança um míssil em direção ao leste. No fim de agosto, um projétil lançado pelo país também sobrevoou o território do Japão e caiu nas águas do Oceano Pacífico, mas a distância percorrida por ele foi menor que o desta quinta-feira. Nesta sexta-feira – sábado em Pyongyang –, Kim Jong-un prometeu seguir com seu programa nuclear e balístico apesar das sanções impostas a seu país, segundo publicou a imprensa norte-coreana. O líder teria afirmado ainda que seu objetivo com o desenvolvimento de armas é alcançar um "equilíbrio real de forças" com os Estados Unidos. Segundo a agência de notícias KCNA, Kim declarou também que o lançamento do míssil Hwasong-12 na véspera foi bem sucedido e ajudou a aumentar o "poder de combate da força nuclear" norte-coreana. Por conta do desenvolvimento do programa nuclear e balístico de Pyongyang, o Conselho de Segurança da ONU impôs no início desta semana um novo pacote de sanções ao país. As restrições incluem a proibição das exportações de têxteis e a limitação de remessas de produtos petrolíferos. As novas sanções foram uma resposta ao mais recente teste nuclear conduzido pelo regime de Kim Jong-un no início de setembro – Pyongyang afirmou se tratar de uma bomba de hidrogênio compacta o suficiente para ser instalada num míssil balístico intercontinental. EK/afp/ap/rtr/ots/dw

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