Cartas falsas tentam induzir eleitores alemães a não votar

Correspondências alegam que preferências políticas foram determinadas a partir de postagens na internet e que não há necessidade de ir às urnas. Promotores investigam falsificação, aparentemente baseada numa sátira.Promotores alemães afirmaram que estão investigando cartas enviadas a eleitores dizendo que suas preferências políticas já haviam sido determinadas a partir de suas postagens na internet e que não havia necessidade de irem às urnas para votar nas eleições parlamentares do próximo domingo (24/09). Algumas das cartas falsas continham o logotipo de autoridades eleitorais federais da Alemanha, o que significa que o remetente pode ser condenado por falsificação, disse o Ministério Público do estado de Hessen, nesta quarta-feira. Acompanhe aqui a cobertura completa sobre a eleição na Alemanha em 2017 Os promotores disseram que a investigação foi iniciada depois de queixas enviadas pelo diretor do órgão regulador da eleição federal. Apesar da aparente falsificação, as mensagens das cartas eram simplistas e "seria surpreendente se pessoas caíssem nisso", disse um porta-voz do diretório eleitoral federal. "Ainda assim, é frustrante." Não há nenhuma indicação de quem está por trás das cartas, mas elas pareciam estar baseadas numa sátira recente da revista alemã de informática CT. A publicação divulgou um artigo satírico no início deste mês no qual um leitor fictício é informado de que seu voto foi automaticamente direcionado a um determinado partido de acordo com seu comportamento na internet e gastos com cartão de crédito. As cartas enviadas a eleitores alemães sugeriram que estes teriam seus votos computados para o "Partido dos cristãos que toleram a Bíblia" ou para a "Coalizão do salário mínimo", segundo reportagem di conglomerado midiático alemão Redaktionsnetzwerk (RND). As correspondências teriam sido enviadas em vários estados da Alemanha. Autoridades do governo alemão e especialistas em segurança estão atentos a possíveis interferências no processo eleitoral a poucos dias da eleição federal, após acusações de ingerência russa nos pleitos presidenciais de Estados Unidos e França. PV/rtr/afp

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