O Brasil na imprensa alemã (11/10)

Baixa participação no referendo separatista nos três estados do Sul, ouro que Carlos Nuzman guardava num cofre na Suíça e a campanha que pedia para o Brasil perder e tirar a Argentina da Copa são destaques.Frankfurter Allgemeine Zeitung – O sonhado Estado sem nome, 11/10/2017

"O resultado da votação tem uma mensagem clara. E não é a primeira vez. No referendo nos estados sulistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no sábado, nada menos que 96,3% dos votantes se declararam a favor de uma independência do Brasil. Já em outubro do ano passado, 95,7% haviam votado a favor da fundação de um novo Estado.

Então cresce nos três estados do sul, com uma população conjunta de 29,5 milhões de habitantes, um verdadeiro movimento popular que busca a independência da República Federativa do Brasil, com seus quase 210 milhões de habitantes? Por mais expressivo que o elevado percentual dos separatistas no Plebisul tenha sido, é também decepcionante, para os organizadores, a participação na votação simbólica, sem valor legal. Apenas 414 mil eleitores atenderam ao chamado, ou menos de 2% dos que estavam aptos a votar. A meta de até 2 milhões ficou bem longe de ser alcançada.

Alguns motivos apresentados pelo separatistas do sul do Brasil são semelhantes aos dos separatistas catalães. Os ricos estados do sul pagam mais ao orçamento de Brasília, onde o dinheiro de impostos é desperdiçado por políticos corruptos e incompetentes, do que recebem de volta, afirmam. Mas, ao contrário dos catalães, os sul-brasileiros não têm uma língua própria. Eles também – ainda – não têm um nome para o seu sonhado Estado. Por enquanto, o slogan deles é 'O Sul é o meu país'. Uma bandeira azul-escura com três estrelas brancas serve de estandarte nacional provisório. Capital e sede do governo deve ser Lages, uma cidade localizada no centro de Santa Catarina, com cerca de 150 mil habitantes."

Süddeutsche Zeitung – 16 barras de ouro num cofre na Suíça, 09/10/2017

"Ouro para o Brasil! Nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, esse foi um caso raro. Os atletas do país anfitrião chegaram ao topo do pódio apenas sete vezes. O seu principal dirigente olímpico é, porém, um verdadeiro menino dourado: Carlos Arthur Nuzman elelou seu patrimônio privado em 457% nos dez anos em que exerceu diversos cargos de ponta. Isso foi comunicado pela promotoria pública. Uma chave que ela encontrou durante uma blitz em setembro, nas propriedades do membro do COI, até mesmo conduziu diretamente para o ouro: 16 barras, escondidas num cofre em Genebra, no valor de 560 mil euros."

Die Welt – Torcedores pedem ao Brasil que perca de propósito, 10/10/2017

"'Uma Copa do Mundo sem a Argentina seria uma catástrofe', resume o antigo ídolo Mario Kempes. No país organizador é o dirigente esportivo Vitali Mutko que se preocupa com um evento sem os craques: "Não consigo nem imaginar isso". Só no Brasil a flauta corre solta. Uma campanha dos torcedores até mesmo pede para a própria equipe perder de propósito no último jogo, contra o Chile, que aí iria se classificar. Uma Copa sem o vizinho e sem Messi – na terra de Neymar, isso não soa nada mal."

AS/ots

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