UE ameaça restrições de vistos para países que dificultam repatriação de migrantes

Ingresso nos Estados do bloco europeu ficará mais difícil para cidadãos de países que não cooperam em receber de volta solicitantes de asilo rejeitados. Líder oposicionista alemã denuncia "prática à la Trump$escape.getQuote().A União Europeia pretende adotar medidas contra os Estados que não cooperam na repatriação de migrantes a que foi negado asilo. Para os cidadãos dos países em questão, seria dificultada a obtenção de vistos para o bloco europeu, noticiou o jornal dominical Welt am Sonntag.

Segundo a Comissão Europeia, a ameaça já resultou num acordo com Bangladesh, cujas autoridades se comprometeram a acatar os procedimentos padrão para repatriações. A maioria dos refugiados que cruzou o Mar Mediterrâneo, da Líbia para a Itália, no segundo semestre de 2017 provinha daquele país do Sul da Ásia. O diário afirma estarem em andamento negociações com outras nações, principalmente da África.



O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, saudou a decisão da UE, explicando que ela visa especificamente "os responsáveis pelas readmissões proteladas, ou seja, autoridades e diplomatas com passaportes do país em questão".

Ele enfatizou que há dificuldades regulares para deportar candidatos a asilo rejeitados. Portanto "é apenas lógico que se imponham condições de ingresso mais rigorosas aos oriundos desse país". Para De Maizière, o acordo com Bangladesh prova que a tática de pressão através de vistos funciona "quando todos os Estados-membros da UE agem juntos".

Contudo nem todos os políticos alemães ficaram satisfeitos com o anúncio. A copresidente do partido A Esquerda Katja Kipping questionou os motivos por trás da decisão, frisando que sua legenda não apoia as restrições porque "elas afetam as pessoas erradas: turistas, estudantes ou gente que quer trabalhar aqui".

Desse modo, a UE estaria adotando "as práticas questionáveis à moda [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump, penalizando cidadãos comuns pelas políticas de seus governos", disse a líder oposicionista.

AV/dw,ots

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