Ex-chefe de campanha de Trump se entrega ao FBI

Paul Manafort, que trabalhou com o republicano em 2016, se apresenta à polícia, em meio a investigação sobre possível influência russa na vitória eleitoral do atual presidente.O ex-diretor da campanha de Donald Trump à presidência Paul Manafort se entregou ao FBI nesta segunda-feira (30/10), em meio às investigações lideradas pelo procurador especial Robert Mueller sobre uma possível interferência russa nas eleições de 2016.

Manafort, que colaborou com a campanha de Trump entre junho e agosto de 2016, foi visto pela imprensa ao chegar à sede do FBI (a polícia federal americana) em Washington acompanhado de uma pessoa não identificada.

A detenção dele e de um de seus colaboradores, Rick Gates, já havia sido determinada pelas autoridades. Não se sabe ainda o teor das acusações contra Manafort, mas, segundo o jornal Wall Street Journal, ele vai responder, entre outras denúncias, por fraude fiscal.

Trump reagiu com uma enxurrada de declarações no Twitter, após as notícias sobre os primeiros indiciamentos dentro da investigação.

Na rede social, Trump voltou a negar interferência de Moscou e criticou que as denúncias venham à tona no momento em que o Partido Republicano tenta fazer avançar no Congresso uma reforma tributária. "Coincidência? Não!", alardeou o presidente.

Ele acusou o Partido Democrata de se aproveitar do que chamou de "caça às bruxas" para obter vantagens políticas e criticou a "falta de investigações" sobre a campanha da democrata Hillary Clinton. Como exemplo, ele citou o escândalo dos 33 mil emails da ex-secretária de Estado que teriam sido apagados e uma suposta compra de dossiês falsos. "Façam alguma coisa!", pediu o presidente no Twitter.

Na semana passada foi revelado que o Partido Democrata e a campanha de Hillary teriam financiado o dossiê do ex-espião britânico Christopher Steele sobre as possíveis ligações de Trump com o Kremlin.

Trump disse que jamais houve tanta "raiva e unidade" no Partido Republicano, que, segundo afirma, "luta como nunca antes" contra as acusações, em meio a sinais cada vez mais evidentes de uma divisão interna na legenda.

O inquérito que apura possíveis relações entre o governo em Moscou e a campanha de Trump investiga, além de Manafort, o genro e assessor do presidente, Jared Kushner, e seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn, entre outros. Várias comissões do Congresso americano também realizam investigações paralelas.

Um grande júri federal aprovou na sexta-feira as primeiras denúncias dentro da investigação. Um juiz federal decretou sigilo sobre os indiciamentos, que poderá ser removido ainda nesta segunda-feira.

RC/rtr/afp/ap

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