Síria expulsa "Estado Islâmico" de seu último bastião urbano

Exército anuncia retomada do último grande reduto do EI no leste do país, em ofensiva que marca mais um duro revés para o grupo jihadista, que já chegou a controlar metade do território sírio.O Exército sírio anunciou nesta quinta-feira (09/11) a vitória sobre o "Estado Islâmico" (EI), após retomar o controle no último grande reduto urbano do grupo extremista no país. A ofensiva na cidade de Albukamal, na fronteira com o Iraque, contou com o apoio de milícias xiitas iraquianas.

As forças de segurança sírias entraram no início do dia na cidade, situada na província oriental de Deir ez-Zor, o maior bastião ainda sob controle dos extremistas no país. Da região, os jihadistas enviavam provisões militares aos extremistas no Iraque.

"A libertação de Albukamal tem uma grande importância porque representa o anúncio da queda do projeto do EI na região", destacou o Comando Geral do Exército e das Forças Armadas Sírias, em nota. A recuperação da cidade representa "um avanço estratégico para acabar com o restante dos grupos terroristas com seus diferentes nomes em toda a Síria", acrescentou.

Leia mais: O futuro do "Estado Islâmico" pós-califado

A ofensiva acontece depois de, no último dia 3 de novembro, as forças de segurança iraquianas terem arrebatado do grupo terrorista a comarca de Al Qaim, na fronteira com Albukamal e situada no lado iraquiano.

Com o avanço das tropas, alguns jihadistas fugiram da cidade para pequenas vilas ao longo da fronteira, no deserto próximo a Albukamal. As forças de segurança sírias e seus aliados continuam lutando contra o EI nesta região.

A retomada da cidade, porém, encerra a era de ocupação do "Estado Islâmico", que proclamou um califado em 2014 e conquistou territórios na Síria e no Iraque, espalhando o medo e a violência nas regiões ocupadas. No seu auge, o grupo chegou a controlar mais da metade do território sírio.

Série de ofensivas

Depois de diversas ofensivas, neste ano o regime sírio conseguiu recuperar as cidades mais importantes, incluindo Raqqa, a capital autoproclamada do grupo extremista. O jihadistas também foram expulsos de cidades iraquianas emblemáticas, como Mossul, depois de meses de batalha.

Especialistas em segurança do Ocidente afirmam que a perda de território não significa, no entanto, o fim do EI. Ainda é possível que combatentes remanescentes realizem ataques terroristas.

O EI emergiu em 2006 e ganhou notoriedade em junho de 2014, quando lançou uma campanha militar truculenta e capturou grandes territórios no Iraque e na Síria, culminando na ocupação de Mossul. No final daquele mês, o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, anunciou da histórica Grande Mesquita de Mossul o estabelecimento de um califado.

Na sequência da ascensão do grupo, em 2014, mais de 5 mil cidadãos europeus viajaram ao Oriente Médio para lutar ao lado do "Estado Islâmico". Com a expansão dos extremistas, em 2015, uma coalizão internacional, liderada pelos EUA, foi criada para bombardear alvos do grupo na Síria e Iraque. Desde então, o EI foi perdendo cada vez mais territórios.

CN/rtr/efe/lusa/ap

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