Berlim oferece bônus para imigrantes voltarem para casa

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O governo alemão quer encorajar com mais dinheiro migrantes com requerimentos de asilo rejeitados a buscar voluntariamente o retorno para seus países de origem, afirmou o ministro do Interior, Thomas de Maizière, à edição deste domingo (03/12) do jornal "Bild".

Berlim vem realizando há anos um programa de ajuda financeira para facilitar o repatriamento de pessoas que pediram asilo e tiveram o pedido negado, incluindo custos associados à viagem e à reintegração na volta para casa.

De Maizière disse ao "Bild" que famílias poderão receber 3.000 euros adicionais e indivíduos, até 1.000 euros a mais se retornarem voluntariamente a seus países de origem até o final de fevereiro próximo.

"Se você decidir retornar voluntariamente até o final de fevereiro, além do apoio inicial de reintegração, você poderá receber ajuda para os custos de habitação nos primeiros 12 meses de sua volta à pátria", afirmou De Maizière, num apelo direto aos migrantes cujos requerimentos de asilo foram negados.

Equipamento de cozinha

Segundo a reportagem, além de pagamentos anteriores, os migrantes também poderão receber dinheiro em seu país para o aluguel, construção e reforma de casas, ou mesmo para equipamento básico de cozinha e banheiro.

O programa se chama "Dein Land. Deine Zukunft. Jetzt!" (Seu país. Seu futuro. Agora!).

"Existem oportunidades em sua pátria. Nós apoiaremos você com ajuda concreta para sua reintegração", declarou o ministro.

A oferta de De Maizière coincide com relatos do governo da Baviera, que deporta mais afegãos do que qualquer outro Estado alemão, de problemas para localizar as pessoas a serem repatriadas.

A Secretaria do Interior da Baviera afirmou ao semanário Welt am Sonntag que os afegãos que descobrem que estão prestes a serem deportados muitas vezes desaparecem dias antes do seu voo de retorno.

O órgão disse suspeitar que muitos das planejadas deportações, a maioria delas de criminosos, não acontecem porque os migrantes estariam recebendo ajuda de grupos pró-refugiados alemães para entrarem na clandestinidade.

De acordo com Bild am Sonntag, entre fevereiro e outubro de 2017, apenas 8.639 pessoas aceitaram a ajuda de repatriamento. Segundo a publicação, 115 mil requerentes de asilo com pedidos rejeitados vivem hoje na Alemanha. 80 mil deles teriam status de tolerados. De janeiro a setembro, segundo o Ministério alemão do Interior, foram deportadas 19.520 pessoas.

A longa espera de um refugiado para reencontrar a família

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