Conselho de Segurança da ONU aprova sanções contra Coreia do Norte

Aprovadas por unanimidade, sanções são resposta ao recente teste com míssil balístico intercontinental realizado por Pyongyang. Medida atinge petróleo e norte-coreanos que trabalham no exterior.Por unanimidade, Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira (22/12) novas sanções à Coreia do Norte. A medida é uma resposta ao teste com um míssil balístico intercontinental realizado por Pyongyang no final de novembro.

Apresentada pelos Estados Unidos e apoiada pelos outros 14 países do Conselho de Segurança, a resolução endurece ainda mais as amplas sanções internacionais contra o regime de Kim Jong-un.

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As novas sanções buscam, entre outras coisas, restringir boa parte do fornecimento de produtos derivados do petróleo a Pyongyang e a repatriação dos norte-coreanos que estão trabalhando no exterior e que geram receitas que beneficiam o governo do país.

De acordo com os EUA, a resolução, em combinação com sanções anteriores, reduzirá em 89% o acesso do regime a gasolina, diesel e outros derivados do petróleo. As medidas incluem ainda provisões segundo as quais o Conselho de Segurança se compromete a cortar ainda mais o fornecimento de petróleo ao país em caso de novos testes com mísseis balísticos intercontinentais.

A resolução determina também que todos os países expulsem num prazo máximo de dois anos trabalhadores norte-coreanos. Segundo Washington, quase 100 mil norte-coreanos trabalham fora do país, a grande maioria na China e na Rússia. Os impostos que a Pyongyang impõe a essas pessoas geram ao regime mais de 500 milhões de dólares por ano.

Contra programa armamentista

"Pyongyang escolheu o caminho do isolamento", disse a embaixadora americana, Nikki Haley, imediatamente depois do voto. De acordo com a diplomata, a resolução mostra que a comunidade internacional continuará respondendo às "ações agressivas" de Kim com sanções sem precedentes.

O objetivo das sanções é dificultar as autoridades norte-coreanas a conseguir financiamento para seus programas armamentistas e forçá-las a negociar.

"As sanções apertarão e tornarão ainda mais difícil que o regime consiga financiar os seus programas nucleares e de mísseis. Ao mesmo tempo, vamos garantir que não estamos tornando a vida ainda mais difícil aos pobres cidadãos norte-coreanos", afirmou o embaixador britânico, Matthew Rycroft.

Neste ano, a ONU endureceu em várias ocasiões as sanções contra a Coreia do Norte devido ao aumento dos testes nucleares e com mísseis por parte do regime. A resolução desta sexta-feira é uma resposta pelo teste realizado no fim de novembro. Segundo Pyongyang e numerosos especialistas, o projétil lançado seria capaz de alcançar todo o território continental dos Estados Unidos.

Em setembro, o país asiático anunciou que foi capaz de desenvolver e detonar uma bomba de hidrogênio compacta o suficiente para ser instalada num míssil balístico internacional, elevando ainda mais as tensões na região.

CN/efe/lusa/ap/rtr

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