Merkel e Macron exigem solução pacífica no leste da Ucrânia

Em comunicado, chanceler federal alemã e presidente francês classificam como inaceitáveis crescentes violações de cessar-fogo na região disputada pelo governo ucraniano e separatistas pró-Rússia.A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, classicaram neste sábado (23/12) como inaceitáveis as crescentes violações do cessar-fogo no leste da Ucrânia e pediram que as partes em conflito assumam suas responsabilidades.

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Em comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, Merkel e Macron afirmam que a solução para a disputa iniciada em 2014 entre o Exército ucraniano e separatistas pró-Rússia pelo controle do território deve ser pacífica.

Para os dois políticos, o cumprimento do compromisso é importante "para aliviar o sofrimento das populações mais afetadas pela atual situação".

Macron e Merkel reiteraram apoio "ao pleno respeito à soberania e à integridade territorial da Ucrânia" e o compromisso com a aplicação completa dos Protocolo de Minsk, assinados em fevereiro de 2015 pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

De acordo com o documento, as partes envolvidas no conflito devem "implementar o mais rapidamente possível as decisões já aprovadas para aliviar o sofrimento das populações mais afetadas pela atual situação".

De acordo com o documento, as partes envolvidas no conflito devem "implementar o mais rapidamente possível as decisões já aprovadas para aliviar o sofrimento das populações mais afetadas pela atual situação".



Sanções econômicas contra a Rússia

No comunicado, Merkel e Macron parabenizaram o acordo alcançado durante a reunião do Grupo de Contato Trilateral sobre a Ucrânia, formado por representantes da Rússia, da Ucrânia e da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), para libertar 380 prisioneiros de ambas partes.

Para isso, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) precisa ter acesso a todos os detidos e ter o trabalho de procura de pessoas desaparecidas facilitado.

"Isso deve ser cumprido sem demora. Seria um grande avanço na aplicação dos Protocolo de Minsk", escreveram.

No texto, os políticos ainda apelaram ao retorno de oficiais russos ao centro conjunto para o controle do cessar-fogo no leste da Ucrânia, cuja retirada foi anunciada pela Rússia no último dia 18.

A necessidade de tirar as armas pesadas das zonas de conflito, respeitar plenamente o mandato da missão especial de observação da OSCE, proteger as infraestruturas civis, assim como implementar outras medidas como as eleições locais, foram outras das reivindicações feitas.

Nesta semana, a União Europeia (UE) estendeu por seis meses as estendeu por seis meses as sanções econômicas contra a Rússia pelo envolvimento do país no conflito que divide o leste da Ucrânia há quase quatro anos.

As sanções estão em vigor desde meados de 2014, no auge da crise da Ucrânia, alguns meses após a anexação da Crimeia pela Rússia, seguida pela ofensiva dos rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia.

O conflito já deixou mais de 10.000 mortos. Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia de apoiar os rebeldes separatistas, fornecendo armas, mas o presidente russo, Vladimir Putin, nega as acusações.

KG/efe/lusa/rtr

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