Liga Árabe anuncia iniciativa pró-Estado palestino

Países árabes rebatem decisão de EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel com iniciativa integrada em solução de dois Estados. Principais alvos de esforços pró-palestinos serão Rússia, China e União Europeia.Os ministros do Exterior de seis países árabes e o secretário-geral da Liga Árabe anunciaram neste sábado (06/01) em Amã, capital da Jordânia, uma iniciativa para convencer a comunidade internacional a reconhecer um Estado palestino.

Por meios diplomáticos, eles procurarão obter o amplo reconhecimento de Jerusalém como capital palestina, integrado na solução de dois Estados (Israel e Palestina), anunciou, em coletiva de imprensa, o ministro jordaniano do Exterior, Ayman Safadi, tendo ao lado o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abulgueit.

A formação desse lobby pró-palestino foi decidida pelos chefes de diplomacia de Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Marrocos e Palestina. Eles integram o grupo da Liga Árabe criado para avaliar a situação de Jerusalém, depois de os Estados Unidos a terem reconhecido como capital do Estado de Israel. Recentemente o presidente Donald Trump também questionou o apoio financeiro americano aos palestinos.

"Concordamos em lançar um amplo movimento junto à comunidade mundial, com o objetivo de obter uma larga atitude política internacional de apoio a um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como capital", anunciou Safadi. O grupo concentrará esforços para "garantir que nenhum outro Estado tome a decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel ou de mudar a sua embaixada para Jerusalém".

Os países árabes tratarão também de pressionar Israel para que respeite as resoluções internacionais, enquanto descartam a validade legal do reconhecimento anunciado pelos Estados Unidos. Safadi e Abulgueit adiantaram que a Liga Árabe realizará uma reunião de chefes da diplomacia, no fim de janeiro, para "avaliar o resultado" dos contatos do grupo com a comunidade internacional, principalmente com Rússia, China e União Europeia.

Na reunião deste sábado discutiu-se, ainda, uma proposta para cancelar os tratados de paz firmados pelo Egito e a Jordânia com Israel. Segundo Abulgueit, entretanto, os ministros "decidiram, por unanimidade, aderir ao processo de paz, como uma opção estratégica de acordo com a iniciativa de paz árabe" impulsionada pela Arábia Saudita.

AV/rtr,lusa

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