Papa afirma ter medo de guerra nuclear

Durante viagem para o Chile, papa Francisco distribui para jornalistas imagem de vítimas da bomba atômica jogada em Nagasaki em 1945. "Comove mais do que mil palavras", destaca pontífice.Durante a viagem para o Chile, o papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (15/01) ter medo de uma guerra nuclear e pediu o desarmamento atômico.

"Tenho um medo verdadeiro. Estamos num limite. Um incidente bastará para desencadear uma guerra. Precisamos destruir as armas e nos esforçarmos pelo desarmamento nuclear", afirmou Francisco.

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O papa distribuiu aos jornalistas, que o acompanharam durante a viagem, uma fotografia de vítimas do ataque nuclear na cidade japonesa de Nagasaki em 1945, levado a cabo pelos Estados Unidos perto do fim da Segunda Guerra Mundial. "Comove mais do que mil palavras", disse o Francisco, e acrescentou que escolheria "o fruto da guerra" como legenda.

Em relação à viagem que inicia no Chile e o levará ainda ao Peru, o papa recordou ter vivido durante um ano no Chile, em 1960, uma estada que lhe permitiu conhecer o país e fazer amigos que ainda mantém.

Francisco ficará três dias no Chile, onde se reunirá em Santiago com as autoridades chilenas e com o corpo diplomático no Palácio de La Moeda e depois celebrará uma missa campal, para a qual é esperada a presença de 500 mil pessoas, no Parque O'Higgins.

Sua programação no país prevê ainda a ida ao presídio feminino de San Joaquín, encontro com religiosos e uma visita privada ao santuário de San Alberto Hurtado. Na quarta-feira, Francisco viajará a Temudo, na região da Araucanía, território reivindicado pelo povo originário dos Mapuches, onde realizará uma missa no Aeroporto de Maquehue.

Além disso, celebrará missa em Iquique na quinta-feira e depois viajará para o Peru, onde fará visitas institucionais e deve se deslocar a Puerto Maldonado para se encontrar com representantes dos povos da Amazônia.

A viagem de Francisco ao Chile ocorre em meio a um escândalo de pedofilia praticado por membros da Igreja católica no país. O Vaticano não descartou a hipótese de o pontífice se encontrar com vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes chilenos.

CN/efe/lusa/afp

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