Venezuela confirma morte de piloto rebelde

Óscar Pérez, que ficou conhecido ao lançar granadas contra o Supremo Tribunal a partir de um helicóptero, foi morto em operação das forças de segurança. Ação deixou nove mortos, incluindo sete rebeldes.Um dia após uma operação para desmantelar o grupo rebelde autodenominado Guerreiros de Deus, o ministro do Interior da Venezuela, Néstor Reverol, confirmou nesta terça-feira (16/01) a morte de Oscar Pérez, o ex-policial e piloto que comandou uma rebelião contra o governo chavista. A ação deixou nove pessoas mortas, incluindo dois agentes das forças de segurança.

"Apesar de todas as tentativas de conseguir uma rendição pacífica e negociada, este grupo terrorista fortemente armado iniciou de maneira astuciosa, mal-intencionada, um enfrentamento com os órgãos de segurança, gerando lamentavelmente duas vítimas fatais nas forças de segurança", disse Reverol.

"Diante de uma agressão que punha em risco a vida e integridade dos funcionários, procedemos, com os protocolos definidos, para neutralizar o grupo agressor, com o lamentável saldo de sete terroristas mortos", acrescentou o ministro sobre a operação, que foi tachada de execução por críticos do governo.

Antes de ser abatido, o ex-policial de 36 anos publicou vários vídeos nas redes sociais nos quais aparecia ferido e manifestava às forças de segurança seu desejo de se entregar.

Segundo o ministro, informações oferecidas por dirigentes da oposição que participam das negociações com o governo do presidente Nicolás Maduro permitiram localizar Pérez em El Junquito, nos arredores da capital venezuelana, onde o policial foi morto. O governo teria contado ainda com informações obtidas numa entrevista recente que o rebelde concedeu a "um veículo de imprensa internacional", em referência à emissora americana CNN.

Pérez, de 36 anos, estava na clandestinidade desde junho do ano passado, quando lançou várias granadas de um helicóptero da Polícia Científica contra dois edifícios governamentais em Caracas, entre eles o Supremo Tribunal de Justiça.

O ex-policial, que gravou vários vídeos ameaçando derrubar Maduro, liderou no mês passado o assalto a um quartel militar, de onde o grupo sob seu comando roubou armas após subjugar os soldados e recriminar sua lealdade ao chavismo.

Segundo o governo, oito policiais ficaram gravemente feridos durante a troca de tiros. A operação contra Pérez terminou com a detenção de seis pessoas, entre elas duas mulheres. Os detidos são acusados de participar do assalto ao quartel militar e de colaborar com a logística e o financiamento da ação.

CN/efe/lusa

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