Trump passa em teste cognitivo, mas precisa perder peso

Médico afirma que presidente dos EUA teve desempenho muito bom em teste de avaliação cognitiva e goza de excelente saúde, em meio a debate sobre aptidão para exercício do cargo.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um desempenho "extremamente bom" num teste de avaliação cognitiva ao qual foi submetido na semana passada, afirmou o médico presidencial, Ronny Jackson, nesta terça-feira (16/01), em Washington.

O teste foi feito em meio a um debate sobre a capacidade mental do presidente, iniciado com a publicação do livro Fire and Fury, do jornalista Michael Wolff. O jornalista afirmou que assessores consideram Trump um idiota e duvidam da sua capacidade de exercer o cargo.

As condições mentais de Trump foram testadas por meio da avaliação cognitiva Montreal, na qual, segundo Jackson, Trump atingiu a pontuação máxima. O médico, que conversa com o presidente diariamente, afirmou que não considerava necessário testar as capacidades cognitivas do presidente.

Jackson acrescentou que Trump está em ótimas condições de saúde e precisaria apenas perder peso. Ele considerou um objetivo realista para este ano a perda de 5 a 7 quilos. Segundo os exames, o presidente pesa 108 quilos, a pressão sanguínea é 122 por 74, e o colesterol está em 223, mais do que o recomendado.

As declarações foram feita com base no resultado de uma bateria de exames, realizada na sexta-feira passada no Centro Médico Nacional Walter Reed. Este foi o primeiro exame médico oficial feito por Trump desde que assumiu o cargo. Em 2016, durante a campanha eleitoral, ele havia se negado a compartilhar informações sobre sua saúde.

A publicação de Fire and Fury desencadeou um extenso debate sobre as condições mentais e de saúde de Trump. No livro, Wollf descreve o presidente como psicologicamente instável e com hábitos alimentares pouco saudáveis. Além disso, o livro reúne declarações de importantes funcionários da Casa Branca, que expressam dúvidas quanto à capacidade de Trump para exercer a presidência.

"Creio que ele viu os exames como uma forma de acabar com algumas [das especulações]", afirmou Jackson, que também foi médico do ex-presidente Barack Obama. Segundo ele, Trump pediu para que fosse realizado um teste cognitivo e que o resultado fosse divulgado.

Até onde se sabe, outros presidentes americanos não tiveram sua saúde mental examinada quando exerciam o cargo, incluindo Ronald Reagan, que, cinco anos depois de deixar a Casa Branca, foi diagnosticado com Alzheimer, doença que degenera o cérebro e não tem cura.

O exame realizado por Trump não avalia as condições psiquiátricas. Ele é utilizado para identificar sinais de Alzheimer e outras formas de demência. Um dos testes, por exemplo, consiste em desenhar a face de um relógio com todos seus números e configurá-lo num horário específico. Outro é identificar um animal.

RG/rtr/ap/afp

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos