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Coreias marcam cúpula para 27 de abril

29/03/2018 06h19

Encontro entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, será a primeira cúpula entre os dos países em mais de uma década.As duas Coreias concordaram nesta quinta-feira (29/03) que o encontro entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, será realizado no próximo 27 de abril. A data da primeira cúpula entre os dos países em mais de uma década foi acertada durante uma reunião de alto nível realizada no vilarejo fronteiriço de Panmunjom.

Segundo antecipou a agência de notícias Yonhap, a reunião transcorrerá, como esperado, na Casa da Paz, um pavilhão no lado sul da Zona de Segurança Conjunta, único ponto da fronteira militarizada entre os dois países vizinhos onde soldados norte e sul-coreanos ficam frente a frente.

Representantes dos dois países, tecnicamente ainda em guerra, voltarão a se reunir na própria fronteira, em 4 de abril, para discutir os preparativos sobre o que será a primeira cúpula intercoreana em 11 anos, incluindo questões como protocolo, segurança e cobertura de mídia.

O encontro deverá ser seguido de outro evento histórico: a reunião entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, programada para maio, a fim de discutir a possível desnuclearização do regime, sendo esta a primeira cúpula entre os líderes de Pyongyang e Washington.

O governo China elogiou nesta quinta-feira esforços para melhoria dos laços entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, afirmando que espera que o impulso positivo possa ser sustentado.

Pequim como garantia

Os líderes das duas Coreias só realizaram duas cúpulas desde a Guerra da Coreia (1950-53), em 2000 e 2007, em Pyongyang, entre o então líder norte-coreano, Kim Jong-il, e os do Sul, Kim Dae-jung e Roh Moo-hyun.

O agendamento da cúpula entre as duas Coreias se segue a uma reunião-surpresa entre Kim e o presidente chinês, Xi Jinping, que aparentemente se destinou a coordenar as posições de ambos os países, antes das reuniões planejadas de Kim com Moon e Trump.

Ao estabelecer conversas separadas com Pequim, Seul, Washington e, potencialmente, Moscou e Tóquio, a Coreia do Norte pode estar se movendo para quebrar qualquer frente única entre seus interlocutores de negociação. Ao reintroduzir a China, único grande aliado de Pyongyang, nas conversas, o país comunista também teria ganhado peso contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, avaliam analistas.

Em sua reunião com Xi, Kim pode ter discutido uma cooperação econômica com a China ou solicitado um abrandamento na execução das sanções contra seu programa nuclear e mísseis. A Coreia do Norte também quer que Pequim resista à aplicação de sanções mais duras, caso as conversas com Washington e Seul fracassem, e Pyongyang reinicie seus testes de mísseis.

MD/efe/rtr/ap

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