Berlim escolhe encarregado de combate ao antissemitismo

Com aumento das hostilidades contra judeus na Alemanha, governo decide criar cargo de responsável para combater o ódio antissemítico. Segundo jornal "Welt am Sonntag", posto será ocupado por diplomata Felix Klein.Em meio ao aumento dos atos de hostilidade contra judeus na Alemanha, o Parlamento alemão aprovou em janeiro último um conjunto de medidas para intensificar o combate a atos antissemíticos no país. Entre elas estava a criação do cargo de encarregado de antissemitismo para lidar com a questão no governo.

Depois da criação do cargo, procurava-se então um nome para o posto. O jornal alemão Welt am Sonntag anunciou neste domingo (08/04) que o diplomata Felix Klein deverá ser o novo encarregado de antissemitismo do governo em Berlim.

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O nome de Klein foi sugerido, entre outros, pelo Conselho Central de Judeus na Alemanha. Ele já tem experiência com questões de hostilidades contra judeus: atualmente, o diplomata trabalha no Ministério do Exterior em Berlim como responsável pelas relações com organizações judaicas. Nessa função, ele já havia coordenado medidas de política externa do governo alemão na luta contra o antissemitismo.

Depois de sua nomeação oficial, Klein deverá se dedicar à melhor detecção de crimes ligados ao ódio antissemítico, como declarou recentemente: "De acordo com as estatísticas atuais, 90% de delitos antissemitas possuem motivação radical de direita. De vítimas e organizações judaicas, sei que a situação de ameaça é percebida de forma diferente" disse o diplomata nascido em Darmstadt em 1968, que vem de uma família da Transilvânia.

Em 2017 foram perpetrados na Alemanha, em média, quatro atos de antissemitismo por dia, noticiou no início do ano o jornal Tagesspiegel, com base na resposta do governo em Berlim à consulta por escrito da vice-presidente do Bundestag (câmara baixa do Parlamento da Alemanha), Petra Pau, do partido A Esquerda.

O presidente do Conselho Central de Judeus da Alemanha, Josef Schuster, também chamou atenção para o antissemitismo entre muçulmanos: "Ainda existem muitas mesquitas na Alemanha, nas quais [...] é pregado o ódio contra os judeus e Israel."

E em relação aos migrantes com orientação antissemita, Schuster exigiu: "Quem quiser viver aqui tem que respeitar nossos valores e tradições. Quem não estiver disposto a aceitar nossas normas sociais não deve obter direito de permanência no país."

CA/kna/dpa/afp/dw

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