Herbert Diess é ó novo presidente da Volkswagen

Maior montadora do mundo confirma saída de Matthias Müller e anuncia reformulação da sua gama de marcas, que inclui a Audi, Porsche e Lamborghini.O Grupo Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (12/04) mudanças em sua administração e planos de reformulação da sua estrutura administrativa, que foi profundamente afetada pelo escândalo de falsificação de emissões de veículos a diesel fabricados pela marca.

Maior montadora do mundo, a VW confirmou a saída de Matthias Müller do cargo de presidente-executivo. Ele ficou menos de três anos no cargo e ainda tinha dois anos de contrato pela frente. Para o seu lugar foi escolhido Herbert Diess, de 59 anos, ex-executivo da BMW que se tornou chefe da marca VW dentro do grupo em 2015.

Matthias Müller foi chamado para resgatar o Grupo Volkswagen em 2015, no auge do escândalo dos motores a diesel alterados, para substituir o dirigente anterior, Martin Winterkorn, forçado a renunciar.

O anúncio também incluiu planos de mudança na organização da gama de marcas da Volkswagen, que agora passa ser dividida em três grupos chamados Volume (que vai incluir a VW, a Skoda e outras marcas), Premium (Audi) e Super Premium (Porsche, Bentley, Bugatti e Lamborghini). O segmento de caminhões e ônibus também será separado.

Mudança de chefia

Müller foi chamado para resgatar a Volkswagen em 2015, no ápice do escândalo dos veículos a diesel. Ele substituiu o presidente-executivo anterior, Martin Winterkorn, que foi forçado a renunciar.

Müller, ex-presidente da Porsche – marca que pertence à VW –,lançou uma reestruturação maciça centrada na eletrificação e na redução de custos, com a intenção de tirar a Volkswagen da tempestade.

"Müller chegou claramente como um gestor de crise e a maior parte desta tarefa já foi realizada", avaliou Jürgen Pieper, analista automotivo no banco Metzler.

O escândalo, que rendeu uma série de processos contra o grupo nos Estados Unidos e na Europa, custou, até agora, cerca de 25 bilhões de euros (104 bilhões de reais) à montadora.

A Volkswagen é acusada de ter alterado o software de 11 milhões de veículos para ocultar o nível real de suas emissões de óxido de nitrogênio (NOx), um gás muito poluente, associado a problemas respiratórios e cardiovasculares.

Embora o novo dirigente Herbert Diess também seja alvo de um dos muitos processos em curso, sua chegada tardia à empresa lhe torna menos vulnerável aos casos judiciais, apontam observadores.

"Uma evolução em outra direção é positiva", considera Jürgen Pieper, que descreve Diess como um "administrador muito bom de custos", que parece em sua opinião "a melhor solução para a sucessão, pelo menos para os próximos cinco anos".

Espera-se que Diess, que conta com o apoio de alguns dos principais acionistas, entre eles as famílias Porsche e Piëch, lidere a marca e o grupo Volkswagen, como um "superchefe", aponta Winterkorn.

Diess foi chamado em 2015 pelas duas famílias para assumir a marca VW. Nos últimos dois anos, ele sobrou a rentabilidade da marca, que voltou a marcar, no ano passado, lucros recordes de 11,35 bilhões de euros.

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JPS/afp/dpa

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