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"Nunca disse quando um ataque à Síria ocorreria", afirma Trump

12/04/2018 10h26

Após retórica agressiva e provocações à Rússia, presidente americano baixa tom e diz que ação militar em retaliação a suposto ataque químico na Síria pode acontecer "logo ou não tão logo assim".Após a retórica agressiva utilizada nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, baixou o tom ao se referir nesta quinta-feira (12/04) ao agravamento das tensões na Síria após um suposto ataque químico no enclave rebelde de Duma, em Ghouta Oriental.

"Nunca disse quando um ataque à Síria ocorreria. Pode ser logo ou não tão logo assim", disse o presidente através do Twitter. No dia anterior, Trump havia alertado a Rússia para que se preparasse para uma ofensiva com mísseis contra seus aliados sírios.

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Na mesma postagem, Trump destacou que seu governo "fez um excelente trabalho ao livrar a região do 'Estado Islâmico'". "Onde está nosso 'obrigado, América?", questionou o republicano.



Nesta quarta-feira, o embaixador da Rússia no Líbano, Alexander Zasypkin, havia dito que as forças russas iriam derrubar qualquer míssil americano que cruzasse território sírio. "Se houver um ataque americano, nós vamos derrubar os mísseis e atacar as posições de onde eles foram lançados", afirmou.

Trump respondeu, também através do Twitter: "A Rússia ameaçou derrubar todos os mísseis disparados na Síria. Prepare-se, Rússia, porque eles vão chegar, bonitos, novos e 'smart'. Vocês não deveriam ser parceiros desse animal que mata com gás seu próprio povo e tem prazer nisso", disse o presidente americano.

Mais tarde, a Casa Branca desmentiu a iminência de um ataque contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, e reforçou que Trump ainda estava avaliando algumas opções que tem à sua disposição.

"Não é a única opção, existem outras opções sobre a mesa", garantiu a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, durante uma entrevista coletiva.

O secretário da Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou que as evidências do suposto ataque químico ainda estão sendo examinadas. "Ainda avaliamos [informações de] inteligência, nossas e de aliados."

Os EUA mantêm consultas com o Reino Unido e a França sobre quais ações devem ser tomadas contra o regime de Assad. Uma ação militar não foi descartada.

RC/ap/afp

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