Confrontos marcam novo dia de protestos em Gaza

Pela terceira semana seguida, milhares de palestinos se reúnem na fronteira com Israel para reivindicar o direito de retorno às suas terras. Segundo autoridades em Gaza, forças israelenses deixam mais de 100 feridos.Confrontos violentos marcaram a terceira sexta-feira consecutiva de protestos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, em meio a uma onda de violência que já deixou cerca de 30 mortos e milhares de feridos entre os palestinos.

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Milhares de pessoas se reuniram ao longo da fronteira nesta sexta-feira (13/04), e confrontos foram registrados em alguns locais. O Ministério da Saúde em Gaza informou que 112 palestinos ficaram feridos por tiros israelenses ou tiveram de ser tratados após inalarem gás lacrimogêneo. Segundo o órgão, cerca de 1,3 mil pessoas se feriram nas duas semanas anteriores.

As tensões aumentam na região, enquanto grupos de direitos humanos criticam a política israelense de permitir que seus soldados abram fogo, utilizando força letal contra manifestantes desarmados.

Israel, por sua vez, acusa o grupo islâmico Hamas de utilizar os protestos para encobrir ataques e afirma que seus atiradores apenas visaram os principais "instigadores" entre os manifestantes. Segundo os militares israelenses, serão mantidas as diretrizes sobre a permissão aos soldados para que abram fogo.

Nos protestos, iniciados em 30 de março e previstos para durar seis semanas, os palestinos reivindicam o direito de retorno dos refugiados e seus descendentes às terras de onde foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel, em 1948. Os israelenses, por sua vez, dizem que isso equivale a pedir a destruição do país.

Nas duas primeiras semanas de manifestações, milhares de pessoas se reuniram em cinco pontos diferentes da fronteira. Israel prometeu frustrar os ataques, evitar danos às cercas e muros e impedir as tentativas de infiltração, que, segundo afirma, foram três até o momento. Os palestinos dizem que os manifestantes são alvejados sem que estejam representando ameaça aos soldados.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a União Europeia (UE) pediram investigações independentes sobre o caso. Autoridades do Hamas disseram esperar que o protesto desta sexta-feira seja menos violento.

A data marcada para o fim das manifestações é 15 de maio, quando os palestinos marcam o dia do Nakba, ou "catástrofe", relembrando as 700 mil pessoas que fugiram ou foram expulsas de suas terras. Gaza está sob bloqueio israelense há mais de 10 anos.

RC/afp/ap

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