Governo brasileiro apreensivo com escalada militar na Síria

Tanto o presidente Temer quanto o Itamaraty enfatizaram o repúdio às armas químicas e a necessidade de uma solução política para o conflito na Síria. Não há brasileiros entre as vítimas das ofensivas militares.Na capital peruana Lima, onde participa da 8ª Cúpula das Américas, o presidente Michel Temer comentou neste sábado (14/04) a situação na Síria, em vista do bombardeio efetuado durante a noite pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra alvos militares naquele país árabe.

O chefe de Estado pediu soluções para o conflito, que segundo ele "se estende há tempos demais". "Quero manifestar a profunda preocupação do nosso país com a escalada do conflito militar na Síria. Já é, pensamos nós, passada a hora de serem encontradas soluções duradouras, baseadas no direito internacional."

A operação militar ocidental foi uma retaliação declarada pelo suposto uso de gás tóxico contra civis da cidade de Duma pelo regime de Bashar al-Assad, em 7 de abril. Temer também condenou o uso de armas químicas, tachando-o de "inaceitável".

"Essa é uma tese pregada, divulgada no nosso país há muito tempo. Mesmo a utilização de armas nucleares, de energia nuclear, no nosso caso, não é proibida apenas pela ação do governo, mas é um caso de Estado, já que está escrito na Constituição que armas nucleares e experiências nucleares são permitidas apenas para fins pacíficos", ressaltou o presidente na sessão plenária da cúpula.

Sem vítimas brasileiras

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem mantido contato regular com a comunidade brasileira na Síria e que não há registro de brasileiros entre as vítimas das ofensivas militares.

O órgão declarou-se "uma vez mais" grandemente apreensivo com as denúncias sobre armas químicas: o governo brasileiro "reafirma o imperativo de que sejam conduzidas investigações abrangentes e imparciais sobre o ocorrido em Ghouta-Leste, que levem à apuração dos fatos e à punição de responsáveis", reivindicou.

"A superação do conflito na Síria requer pleno respeito à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional, inclusive o banimento do emprego de armas químicas, e o diálogo efetivo", observou o órgão. "Nesse contexto, o Brasil reitera o entendimento de que o fim do conflito somente poderá ser alcançado pela via política, por meio das tratativas sob a égide das Nações Unidas e com base nas resoluções do Conselho de Segurança."

O Itamaraty coloca seu núcleo de assistência a brasileiros à disposição para informações e esclarecimentos, de segunda a sexta-feira das 8h às 20h, pelos telefones +55 61 2030 8803 e +55 61 2030 8804, e pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br. Nos demais horários, o telefone do plantão consular é +55 61 98197 2284.

AV/efe,ots

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