Negócios Europa-Irã ficarão muito difíceis, diz ministro alemão

Segundo o chefe da diplomacia da Alemanha, Heiko Maas, medidas anunciadas pelos EUA tornam quase impossível para firmas europeias manterem seus negócios com o Irã, apesar da disposição do país ao diálogo.Após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear internacional com o Irã, são quase nulas para as firmas europeias as possibilidades de continuarem seus negócios naquele país asiático, acredita o ministro alemão do Exterior, Heiko Maas.

"Não vejo nenhum solução simples para proteger as empresas de todos os riscos das sanções americanas", alertou, em entrevista publicada neste domingo (13/05) pelo semanário Bild am Sonntag.

Por isso, nas conversas com os parceiros europeus, Teerã e outros signatários do acordo "trata-se também de saber como o comércio com o Irã se manterá possível". Contudo essa tarefa deverá ser extremamente difícil.

A administração de Donald Trump visa, se possível, forçar todos a suspenderem os negócios com o país, a fim de exercer pressão sobre o governo do Irã. Assim as firmas terão que decidir se preferem atuar nos EUA ou no mercado iraniano, consideravelmente menor. Além disso, ficam expostas a duras sanções americanas.

Encontro em Bruxelas

O presidente Trump anunciara na última terça-feira a sua saída do acordo nuclear e as novas sanções. Segundo ele, o documento seria basicamente "ruim", não preenchendo a finalidade de impedir a construção de uma bomba atômica iraniana.

No dia seguinte, Washington divulgou que as medidas punitivas passam a vigorar "a partir de já" para todos os novos contratos. Empresas estrangeiras que já se encontrem no Irã terão de três a seis meses para deixar o país, do contrário lhes será vedado o acesso ao mercado americano.

No dia 15 de maio os ministros do Exterior dos signatários europeus Alemanha, Reino Unido e França se reúnem com seus homólogos iranianos em Bruxelas. Segundo Maas, a finalidade do encontro é "que o Irã siga obedecendo as regras e restrições do Acordo Nuclear de Viena."

Teerã se mostra disposto ao diálogo. Mas está claro que "também temos que obter incentivos econômicos para tal – isso não ficou fácil depois da decisão dos EUA", admitiu o político social-democrata.

No pacto de 2015, a comunidade internacional se comprometeu a suspender as sanções contra o Irã, possibilitando uma melhora da situação econômica do país. Em contrapartida, este deveria suspender fundamentalmente suas atividades de enriquecimento de urânio.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) confirmara que o país estava cumprindo as imposições. No entanto, na sexta-feira Tero Varjoranta, inspetor-chefe da IAEA responsável pelo Irã, entregou o cargo, sem que o órgão revelasse seus motivos.

AV/afp,rtr,dpa

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