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Grupo de Lima pede que Maduro suspenda eleições

14/05/2018 18h48

Bloco composto por 14 países das Américas argumenta que governo da Venezuela não ofereceu garantias para um pleito livre e democrático. Eleições presidenciais estão marcadas para 20 de maio.O chamado Grupo de Lima, composto por 14 países das Américas, pediu nesta segunda-feira (14/05) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, suspenda as eleições presidenciais marcadas para 20 de maio.

Após uma reunião de ministros do Exterior e de Finanças dos países integrantes do bloco no México, que abordou a eleição venezuelana, o ministro mexicano do Exterior, Luis Videgaray, afirmou que o processo eleitoral é ilegítimo e não tem credibilidade.

"Os países participantes [do bloco] reiteram a condenação do regime autoritário que prevalece na Venezuela, que violentou a democracia e o Estado de direito”, destacou Videgaray, em comunicado.

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O grupo argumenta que as eleições foram convocadas sem a participação de todos os atores venezuelanos e, por isso, pede a suspensão do processo. "Não há garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático”, acrescentou Videgaray.

O Grupo de Lima foi formado em agosto de 2017 para avaliar a situação na Venezuela e buscar uma solução diplomática para a crise no país. O bloco é composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

Em janeiro, a convocação de eleições presidenciais antecipadas na Venezuela foi alvo de críticas por parte da comunidade internacional, devido às barreiras impostas por Maduro para dificultar a realização de um pleito transparente e com ampla participação de opositores.

A oposição venezuelana, reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD), não participará do pleito, alegando a falta de garantias do governo para a realização de um pleito livre e democrático.

Com o boicote da oposição, há três candidatos além de Maduro, o pastor evangélico Javier Bertucci, o engenheiro Reinaldo Quijada e o opositor Henri Falcón, que desafiou a decisão da MUD e registrou sua candidatura.

CN/rtr/efe/afp

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