Giuseppe Conte toma posse como novo premiê de Itália

Jurista com pouca experiência política é empossado como 58º primeiro-ministro da Itália, encerrando meses de turbulência política. Líderes de M5S e Liga assumem pastas do Desenvolvimento e do Interior, respectivamente.Giuseppe Conte foi empossado como 58º primeiro-ministro da Itália, nesta sexta-feira (01/06). A cerimônia encerrou semanas de turbulência política que abalaram os mercados financeiros e provocaram apreensão nos países parceiros da União Europeia (UE).

Depois do juramento de Conte, foi a vez de seus vices, o líder do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Luigi di Maio, também ministro de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, e o líder da Liga, Matteo Salvini, assumindo a pasta do Interior.

"Juro ser fiel à República, seguir lealmente a Constituição e as leis e exercitar as minhas funções a favor do interesse exclusivo da nação", comprometeram-se os políticos perante o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Salvini tem um longo histórico de dar declarações controversas, particularmente sobre imigrantes em sua cidade natal, Milão, tendo também classificado o euro como "crime contra a humanidade". Embora o M5S tenha posições de extrema esquerda, Di Maio também tem sido criticado por sua retórica anti-imigração, já tendo tachado as missões de resgate, para salvar migrantes do afogamento no Mar Mediterrâneo, de "serviço de táxi marítimo".

Vai e vem imprevisível

A Itália estava sem governo desde as eleições de 4 de março, que não conseguiram produzir um vencedor claro. A ultradireitista Liga (ex-Liga Norte) e os populistas eurocéticos do M5S, apesar de defenderem ideais opostos em diversas questões, tentaram formar um governo depois que o M5S não foi capaz de formá-lo com o progressista Partido Democrata (PD).

Apesar de depreciar a longa história da Itália de instaurar tecnocratas não eleitos, os partidos sugeriram Conte como primeiro-ministro. Ele é um jurista e professor, cuja única experiência política é de ter sido eleito pela Câmara dos Deputados para o Departamento de Justiça Administrativa.

No último final de semana, Mattarella inicialmente se recusara a aprovar um governo encabeçado por Conte, devido à presença do eurocético Paolo Savona como ministro da Economia. Com Savona substituído por Giovanni Tria, professor de economia que nunca defendeu a saída da zona do euro, o presidente finalmente deu sua aprovação na quinta-feira. Na lista entregue por Conte, Savona estará à frente do Ministério de Assuntos para a União Europeia.

A reviravolta encerrou também a curta tentativa de formação de governo pelo economista Carlo Cottarelli, um ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) encarregado da tarefa pelo presidente na segunda-feira.

Na quinta-feira, Cottarelli recuou e abriu caminho para a aliança entre o M5S e a Liga. "Já não é necessário formar um governo de tecnocratas", disse o antigo diretor do FMI depois de ter se encontrado com o presidente da República para renunciar formalmente à tarefa.

PV/efe/lusa/afp/dw

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