Partido anti-imigração vence eleições na Eslovênia

Partido Democrata Esloveno, no entanto, não terá maioria parlamentar. Líder da legenda já foi primeiro-ministro e chegou a ficar 6 meses na prisão por suspeita de corrupção.O conservador Partido Democrata Esloveno (SDS), do ex-primeiro-ministro Janez Jansa, venceu as eleições legislativas realizadas neste domingo na Eslovênia, segundo uma pesquisa boca de urna divulgada após o fechamento das urnas.

O SDS, que centrou sua campanha na rejeição à imigração, deve obter o apoio de 24,4% dos eleitores, segundo a pesquisa da agência Media para a emissora pública eslovena TvSlo.

Ao longo da campanha, Jansa recebeu apoio do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que chegou a participar de comícios do SDS. Orbán também é um crítico da imigração na Europa. Durante a crise migratória de 2015, mais de 500 mil pessoas cruzaram a Eslovênia.

A Lista de Marjan Sarec (LMS), liderada por um antigo humorista de 40 anos que se tornou um político liberal, deve ser o segundo partido mais votado na Eslovênia, com 12,6%.

Sarec já reconheceu a vitória de Jansa e lhe desejou sorte, mas ressaltou que não negociará nenhuma coalizão com o líder conservador, segundo a agência de notícias STA.

Os analistas já preveem que Jansa, de 59 anos, terá dificuldades para formar governo, já que não terá uma maioria parlamentar para dirigir o país sozinho e quase todas os partidos rejeitam uma aliança com o político, que é identificado como um "populista de direita".

O terceiro lugar no pleito deve ser ocupado pelo Partido do Centro Moderno (SMC), do atual primeiro-ministro Miro Cerar, com 9,8% dos votos. O resultado contrasta com sua votação de 2014, quando obteve quase 35% dos votos.

O partido A Esquerda teria conseguido 9,5% dos sufrágios; os Social-Democratas, 9,3%; a legenda conservadora Nova Eslovênia (NSi), 6,6%; e o Partido dos Aposentados (DeSUS), 5%, segundo a pesquisa.

Só a NSi se mostrou aberta a entrar em coalizão com o SDS, mas seu apoio não seria suficiente para que Jansa consiga uma maioria parlamentar.

Jansa afirmou hoje ao votar que cooperará com "todos os que estão dispostos a trabalhar pelo bem da Eslovênia" e se mostrou confiante em conseguir uma maioria.

O líder do SDS já foi primeiro-ministro em duas ocasiões, entre 2004 e 2008 e de novo entre 2012 e 2013. Seu último governo caiu após a aprovação de um voto de não confiança no Parlamento.

Em junho de 2013, Jansa foi condenado a 22 meses de prisão por suspeita de corrupção e tráfico de influência em um caso que envolvia a venda de armamento de uma empresa finlandesa para as forças armadas do país. Ele cumpriu menos de seis meses da pena. Em 2015, acabou sendo absolvido pelo Tribunal Constitucional do país.

JPS/efe/ots

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