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"Merkel vai cair", afirma líder da AfD

30/06/2018 15h32

Gauland compara atual crise no governo alemão com o fim da Alemanha Oriental e chanceler federal com Adolf Hitler. Cerca de 6 mil protestam contra o partido em Augsburg.O copresidente da AfD Alexander Gauland atacou a chanceler federal Angela Merkel no início de um congresso de dois dias do partido, neste sábado (30/06), em Augsburg, no sul da Alemanha.

Sob aplausos dos cerca de 500 delegados do partido, Gauland afirmou que, para Merkel, o "ponto de virada" já passou e ela "vai cair, não importa o quanto ainda reme com os braços".

Ele também comparou a atual crise no governo, entre os partidos conservadores União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), aos últimos dias do regime comunista da Alemanha Oriental.

Segundo ele, Merkel dividiu seu partido e seu país e também isolou a Alemanha na Europa, "assim como fez Erich Honecker [chefe de Estado da Alemanha Oriental]".

Mas Gauland foi ainda mais longe nas suas comparações históricas. "No momento, a Alemanha é inimiga dos russos por causa de Putin, dos americanos por causa de Trump, dos britânicos por causa do Brexit. As relações com a Polônia, a Hungria, a Itália e até a Áustria são terríveis. Minhas senhoras e meus senhores, caros amigos, o último chefe de governo alemão que reuniu semelhante constelação de inimigos contra si..."



Gauland fez uma pausa retórica, sem mencionar o nome de Adolf Hitler, e provocou gargalhadas e aplausos entre os delegados da AfD.

O líder da AfD disse ainda que as decisões tomadas na cúpula europeia de quinta e sexta-feira não têm valor algum e que o ministro do Interior, Horst Seehofer, ainda pode prestar um serviço à Alemanha se derrubar Merkel.

Seehofer impôs um ultimato para um acordo europeu sobre refugiados. Do contrário, ele imporia o seu "plano migratório", que inclui a expulsão de migrantes já registrados como requerentes de refúgio em outros países europeus.

Em Augsburg, onde os delegados da AfD se reúnem neste fim de semana, cerca de 6 mil pessoas protestaram contra o partido populista de direita e a favor de uma sociedade mais tolerante.

AS/dpa/afp/lusa

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