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O Brasil na imprensa alemã (25/07)

25/07/2018 07h03

A insistência do PT na candidatura de Lula, a reverência de Jair Bolsonaro pela ditadura militar e as ligações de Marcelo Odebrecht com o poder em toda a América Latina são destaques da semana.Bild – Ex-presidente faz campanha a partir da cadeia, 25/07/2018

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva está na cadeia, mas tuíta pra valer sobre a campanha. Toda hora ele tem algo para dizer.

E ele lidera as pesquisas para a eleição presidencial de outubro. E isso mesmo sem estar claro se ele poderá concorrer. Mesmo depois de três meses atrás das grades, Lula não sai das manchetes, e observadores consideram essa uma estratégia arriscada para chamar a atenção para o seu PT.

"Quanto mais tempo o PT gastar com ele, menos tempo um candidato alternativo terá para se tornar conhecido e viajar pelo país em campanha", diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Já o PT afirma publicamente que não há plano B.

Spiegel Online – Ataque pela extrema direita, 21/07/2018

A formação do seu ministério será melhor do que a da seleção, anunciou Jair Bolsonaro pouco depois do empate do Brasil contra a Suíça na Copa. O papel do superastro Neymar deve ser ocupado por generais, disse o aspirante a presidente: "No meu governo haverá muitos militares".

Futebol e soldados – um exemplo de como o extremista de direita banaliza sistematicamente uma ditadura militar. Há pouco ele comparou o assassinato de opositores do regime com um "tapa no bumbum". O ex-oficial também já justificou o uso de tortura.

Em público, Bolsonaro diz que é contra um golpe militar. Mas este nem mesmo seria necessário: se ele ganhar a eleição presidencial de outubro, militares deverão governar juntos, como ministros. Além disso, ele considera escolher um general para seu vice.

Die Welt – O homem que comprou todo um continente, 20/07/2018

O homem esguio sorri, confiante. Os óculos simples, com armação de metal, deixam entrever um olhar astucioso. Pelo jeito, o empresário brasileiro da construção civil Marcelo Odebrecht, então com 46 anos, ainda se considerava intocável naquele dia fatídico de junho de 2015, quando as algemas clicaram. Afinal, esse descendente de imigrantes alemães é bem conectado, até as altas esferas da política brasileira e latino-americana.

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