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"O que significa o G20 para você?" Usuários da DW respondem

01/12/2018 10h51

Enquanto internautas do mundo árabe se interessam pela participação da Arábia Saudita, asiáticos abordam a guerra comercial entre EUA e China como um dos temas de destaque da cúpula em Buenos Aires.A DW perguntou a seus usuários nas mídias sociais sobre o que eles pensam da cúpula do G20. A sondagem foi realizada entre 22 e 29 de novembro pelas redações da DW em alemão, inglês, português do Brasil, russo, espanhol, turco, hindi, urdu, chinês, árabe, bengali, indonésio e persa.

Enquanto internautas do Oriente Médio se preocupam com a participação da Arábia Saudita, asiáticos abordam a guerra comercial entre EUA e China como um dos temas de destaque da cúpula em Buenos Aires. Já os argentinos reclamaram dos transtornos que o encontro está trazendo aos cidadãos de Buenos Aires.

Abu-Ruqaya, do Irã, tem certeza de que "a cúpula do G20 só tenta duplicar os lucros do Ocidente". Korkut, da Turquia, vai mais além. Para ele, "os políticos e sua clientela embolsam" a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a população tem que "se satisfazer com o restante". Outro internauta turco tematiza as políticas climáticas e escreve que "os países do G20 são os maiores poluidores do meio ambiente".

Arábia Saudita e a guerra no Iêmen

No mundo árabe, os usuários se interessam pela participação da Arábia Saudita na cúpula. O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, que já chegou à Argentina, está sendo criticado por causa do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi. Enquanto um internauta aborda o "papel crucial [da Arábia Saudita] na economia global", também podem ser vistas críticas sobre o envolvimento do Ocidente na guerra do Iêmen. Ansary, de Medina, escreve que a Arábia Saudita "recebe um cheque em branco do mundo para ter passe livre no Iêmen".



Confronto entre China e os EUA

No canal chinês da DW, a disputa comercial entre a China e os EUA é destaque. O usuário Bill, dos arredores de Xangai, fala de um "confronto com Trump". Outros internautas chineses também usam termos como "encontro decisivo" e "guerra fria econômica".

A americana Patricia, de Porto Rico, escreve de um ângulo diferente. Ela diz sentir que esta cúpula não tem significado algum durante a presidência de Donald Trump. "Ele não representa nossos valores e da maioria dos americanos. Já outros países do G20 podem fazer algo a respeito", diz.

Preocupações sobre o impacto da disputa comercial entre a China e os EUA também foram expressas em hindi. Para Vaibhav Shukla, esse conflito impulsiona o protecionismo econômico. Na conta da DW no Facebook, ele escreve que a Índia tem clara posição contra o protecionismo econômico e disse acreditar que o país seja apoiado por muitas nações europeias para se contrapor à China.

Novas sanções à Rússia?

A sondagem na conta da redação russa da DW no Twitter abordou a questão das sanções ocidentais à Rússia, que, segundo o ministro russo da Economia, Maxim Oreshkin, deve ser discutida em Buenos Aires. Nas respostas, três usuários escrevem que esperam a imposição de mais sanções à Rússia. A maioria dos comentários reflete uma atitude de desesperança.



O que dizem os argentinos e brasileiros?

Ariel, de Buenos Aires, afirma que há muitas restrições por causa das medidas de segurança em Buenos Aires. "Não conseguimos transitar livremente na cidade", reclama. O também argentino Gonzalo critica os "custos desnecessários" para organizar o encontro.

Numa conta chamada "Argentina melhor sem acordo de livre comércio" são anunciados protestos sob a hashtag #FueraG20, com o argumento de que o G20 é a alternativa errada para resolver crises globais. Também da região, Antonio afirma que o G20 não resolve os problemas dos países latino-americanos e diz que as potências mundiais se preocupam, com poucas exceções, apenas com seus próprios interesses.

Danilo Reis, do Brasil, vê importância no encontro, mas avalia que o Brasil perde espaço no cenário internacional. "Para o país, acredito que seria uma possibilidade de nos mostrarmos como um país grande e fundamental para o mundo globalizado. Pena que hoje em dia estejamos tão longe disso – especialmente no que se refere ao segundo item."

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