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Europeus fecham espaço aéreo para novo Boeing

12/03/2019 12h57

Alemanha, França e Reino Unido, entrou outros, proíbem pouso, decolagem e sobrevoo de aviões 737 MAX 8. Diversas companhias aéreas mundo afora decidem suspender o uso do modelo que caiu na Etiópia no domingo.Alemanha, França, Reino Unido e Irlanda determinaram o fechamento de seus espaços aéreos para aeronaves Boeing 737 MAX 8. Com a decisão, os países europeus se uniram a outros cinco Estados que proibiram pouso, decolagem e sobrevoo de aviões do mesmo modelo que caiu na Etiópia no domingo.

O ministro dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer, comunicou o fechamento do espaço aéreo para aeronaves Boeing 737 MAX 8, nesta terça-feira (12/03), em entrevista à emissora alemã N-TV. O ministro alegou preocupações com problemas de segurança em consequência dos dois acidentes recentes envolvendo aeronaves 737 MAX 8.

"Segurança vem em primeiro lugar. Até que todas as dúvidas tenham sido esclarecidas, ordenei que o espaço aéreo alemão seja fechado para todas a aeronaves Boeing 737 MAX 8, com efeito imediato", disse Scheuer.

As medidas dos países europeus foram tomadas no dia seguinte à determinação da Agência Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) de que a Boeing realize modificações e ocorre paralelamente à decisão de diversas companhias aéreas de suspender o uso das aeronaves da série MAX.

Em um comunicado, um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido disse que o fechamento do espaço aéreo britânico se trata de uma "medida cautelar" devido à falta de informação e acrescentou que "ela estará em vigor até novo aviso". O Reino Unido proibiu todos os aviões Boeing 737 MAX de sobrevoar o espaço aéreo britânico.

No domingo, o voo 302 da Ethiopian Airlines caiu poucos minutos após decolar de Adis Abeda, o que resultou na morte de todos os 157 ocupantes. Em outubro, sob circunstâncias similares, um Boeing 737 MAX 8 da Lion Air caiu na Indonésia, deixando 189 mortos.

Devido às duas quedas num curto espaço de tempo, o órgão regulador americano FAA ordenou que a Boeing realize modificações nos modelos da série MAX, embora tenha afirmado que as aeronaves são seguras para voar e que bnovas medidas seriam tomadas caso problemas de segurança fossem detectados.

As garantias emitidas pela FAA não foram suficientes para tranquilizar as autoridades de aviação de Reino Unido, Alemanha, França e em outros seis países: Cingapura, Austrália, Irlanda, Áustria, Malásia e Omã também baniram temporariamente todos os aviões 737 MAX de seus espaços aéreos.

A China, um mercado muito importante para a Boeing, havia pedido na segunda-feira que as companhias aéreas domésticas suspendessem as operações com o modelo – assim como fizeram Indonésia e Coreia do Sul.

Paralelamente, diversas companhias aéreas decidiram suspender o uso de suas unidades da série MAX. Na Europa, a britânica TUI Airways, a islandesa Icelandair, a turca Turkish Airlines e a norueguesa Norwegian Air Shuttle anunciaram que manteriam as aeronaves no solo.

No Brasil, a Gol suspendeu o uso de suas sete unidades do Boeing 737 MAX 8 – nas rotas de Brasília e Fortaleza para Miami e Orlando, além de São Paulo a Quito. A Gol é a única no Brasil que tem aviões desse modelo. A Aerolineas Argentinas suspendeu o uso de seus cinco modelos MAX 8 nesta terça-feira, assim como o fizeram companhias aéreas no México e nas Ilhas Cayman.

A série MAX foi lançada no começo de 2017, e a Boeing já recebeu mais de cinco mil pedidos de cerca de 100 clientes. Desde a década de 1970, quando ocorreram sucessivos acidentes fatais com o McDonnell Douglas DC-10, um modelo recém-lançado não está envolvido em duas quedas num período tão curto. O desastre do voo 302 no domingo fez com que as ações da Boeing despencassem até 12% na segunda-feira.

PV/afp/rtr/ap/dpa

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