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Número de mortos por ciclone em Moçambique passa de 400

23/03/2019 14h17

Tempestade também atingiu o Zimbábue e Malawi. Unicef alerta que catástrofe deixou um milhão de crianças desabrigadas.O número de mortos pela passagem do ciclone Idai em Moçambique subiu de 294 para 417, de acordo com as informações divulgadas nesta sábado (23/03) pelo Instituto Nacional de Gestão de Emergências.

Considerando os efeitos do desastre no Zimbábue e Malawi, que também foram antigidos pelo ciclone, o número de vítimas fatais no sul do continente africano passa de 600.

A maioria dos óbitos registrados em território moçambicano ocorreu na província de Sofala, na região central, principalmente, na cidade de Beira, onde já são 123 mortos.

O Instituto Nacional de Gestão de Emergências, órgão do governo de Moçambique, ainda elevou o número de atingidos pela catástrofe de 344.881 para 482.974. No total, 39.603 casas foram total ou parcialmente destruídas e 3.140 salas de aula estão inacessíveis, o que impedem quase 100 mil estudantes de irem à escola.

O ciclone Idai, de categoria 4, tocou o solo no centro de Moçambique no último dia 14, com ventos de mais de 170 quilômetros por hora. Na sexta-feira, o fenômeno avançou em direção ao interior, atravessando o Zimbábue, onde já há 259 mortos, segundo informações não-oficiais.

Além disso, pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas, a maioria em Moçambique e no Zimbábue, de acordo com dados divulgados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Também neste sábado, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Henrietta Fore, afirmou que o ciclone deixou um milhão de crianças desabrigadas.

"O mundo não pode pensar que é uma crise pontual. Existe uma crise de curto prazo, mas, também uma de longo prazo", disse Fore após uma visita a região central de Moçambique.

Fore solicitou 30 milhões de dólares (116,4 milhões de reais) iniciais e ainda apontou que o número de afetados pela passagem do Idai deverá subir nos próximos dias.

"É uma corrida contra o tempo que todo mundo precisa conhecer. Temos um milhão de crianças atingidas. E os números vão aumentar muito mais. É uma catástrofe iminente", disse Fore.

JPS/efe/lusa

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