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29/10/2004 - 12h58

"Blogs": grande novidade de campanha eleitoral de 2004 nos EUA

Por Luis Díaz
Washington, 29 out (EFE).- Se a eleição presidencial de 2000 nos
EUA foi a da internet, a de 2004 se converteu na dos "blogs", uma
mistura entre jornalismo e diário íntimo eletrônico que gerou
milhões de viciados entre os americanos.

O poder destas páginas de internet ficou várias vezes claro
durante a atual campanha presidencial nos Estados Unidos. Porém,
dois exemplos resumem sua influência.

Durante um dos debates televisivos, o presidente George W. Bush
se viu obrigado a refutar os comentários postados nas páginas sobre
os planos dos republicanos para retomar o serviço militar
obrigatório e cobrir as crescentes necessidades de pessoal ao
conflito no Iraque.

Embora os democratas não tenham acusado oficialmente os
republicanos de estar planejando esta mudança, várias páginas de
internet e "blogs" liberais difundiram as supostas intenções do
governo Bush, multiplicando um rumor que chegou aos meios
tradicionais de comunicação.

Outro exemplo é o dos já famosos documentos difundidos pela rede
de televisão CBS que serviam para provar o suposto favor que Bush
recebeu da Guarda Nacional há mais de 30 anos, quando cumpriu seu
serviço militar, e evitou ser enviado à guerra do Vietnã.

Poucos minutos depois de o prestigiado jornalista Dan Rather
exibir os documentos em seu programa, vários "blogs" de afinidade
republicana levantavam dúvidas sobre sua autenticidade, criando uma
onda imparável que terminou com o reconhecimento público da CBS de
que os papéis não eram autênticos.

Se para os analistas a importância real dos "bloggers" -os
escritores de "blogs"- tinha passado despercebida, tanto o Partido
Democrata como o Republicano se apressaram em reconhecer seu novo
status entre os meios de comunicação e as campanhas de seus
candidatos contam com seus próprios "blogs".

E o que é mais importante, durante as convenções que os dois
partidos realizaram nos últimos meses, pela primeira vez creditaram
como jornalistas várias dezenas de "bloggers".

Mas os "blogs" políticos também sofrem críticas porque como mais
de um analista afirmou, o problema desta forma de comunicação é que
a maioria dos leitores são partidários convencidos de uma
determinada posição, fomentando as visões partidaristas e
unilaterais.

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