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25/02/2005 - 14h21

Reunião pede reforço nos serviços de saúde contra gripe do frango

Por Sam Taylor
Ho Chi Minh (Vietnã), 25 fev (EFE).- Órgãos e especialistas
terminaram nesta sexta-feira a conferência internacional sobre a
gripe do frango com um pedido para que a comunidade mundial reforce
seus serviços de saúde para controlar a doença.

"Os governos precisam dar prioridade e consolidar sua capacidade
de serviços humanos e animais, para garantir o exercício de suas
responsabilidades em relação à gripe do frango", diz a declaração
final da conferência.

Por sua vez, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde
(OMS), o doutor Shigeru Omi, declarou no fim da reunião que a mesma
serviu para coordenar o trabalho futuro dos órgãos sanitários
internacionais.

"Marcará uma intensa colaboração entre a FAO, a OMS, a
Organização Mundial de Saúde Animal e os ministros da Agricultura e
Saúde dos países afetados", disse Omi.

A reunião foi organizada pelo governo vietnamita, pelo Fundo das
Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e pela
Organização Mundial de Saúde Animal, e aconteceu na cidade de Ho Chi
Minh, antiga Saigon.

Durante três dias, a conferência reuniu representantes de 20
países e órgãos internacionais com o objetivo conjunto de formular
uma estratégia de controle da gripe do frango.

Uma das principais urgências definidas nas sessões de trabalho
foi a necessidade de que os países doadores aumentem sua ajuda
econômica para possibilitar o controle da epizootia.

"No final da conferência, os países ricos terão gasto cerca de 3
bilhões de dólares em ajudas ao setor agrícola. Se conseguirmos
atrair 1% dessa soma para a gripe do frango, seriam 30 milhões de
dólares", disse Anton Rhychener, representante da FAO no Vietnã.

Rhychener acrescentou que "espera-se que os países sensibilizados
com o assunto ouçam nosso pedido e atuem em correspondência".

Tanto a FAO como a OMS concordaram que os 18 milhões de dólares
prometidos pela comunidade internacional para combater a epidemia
são insuficientes.

Segundo seus cálculos, será preciso 100 milhões de dólares para
impulsionar a fase de emergência nos países afetados e outras
centenas de milhões de dólares para iniciar a fase seguinte de
trabalho.

As conferências também destacaram a alta probabilidade de que a
epidemia se estenda em nível mundial se o vírus puder ser
transmitido entre humanos, através de uma mutação.

Essa mutação, o cenário de uma pandemia tão temida pela FAO,
ainda não aconteceu.

No entanto, os especialistas afirmam que ainda levará muitos anos
para erradicar a doença totalmente, principalmente em países como o
Vietnã, onde as criações avícolas não cumprem as normas básicas de
higiene.

De fato, o encerramento da conferência coincidiu com a
confirmação de dois casos de infecção pela gripe do frango de dois
irmãos vietnamitas. O mais velho deles está em estado grave.

Nguyen Sy Tuan, de 21 anos, foi ligado a um respirador depois que
na quinta-feira foi detectado o H5N1, a versão humana do vírus,
confirmaram as autoridades de saúde de Hanói.

O estado de sua irmã, Nguyen Thi Ngoan, de 14 anos, não é grave,
mas fontes do hospital provincial de Thai Binh, onde a jovem
continua internada, disseram que ela também foi contagiada pelo
vírus.

É o primeiro caso de contágio em humanos registrado nas três
últimas semanas, quando havia diminuído o ritmo da doença, que desde
dezembro matou 13 pessoas no Vietnã.

Desde que foi registrado um novo foco do vírus, em dezembro de
2003, foram 33 vítimas fatais no Vietnã e 45 em toda a Ásia.

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