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27/02/2006 - 21h22

Governo do Níger não confirma presença da gripe aviária no país

Dacar, 27 fev (EFE).- As autoridades de Níger não confirmaram a presença do vírus H5N1 da gripe aviária no país, divulgada por alguns meios de comunicação africanos que citam como fonte a Organização Internacional de Epizootias (OIE).

O anúncio de que o Níger é o segundo país da África onde se confirmou a presença do H5N1, após a Nigéria, foi feita hoje em Paris por Bernard Vallat, diretor-geral da OIE, conhecida também como Organização Mundial da Saúde Animal.

Segundo a emissora regional de rádio "África Nº1", o porta-voz oficial do Governo do Níger, Mohammed Ben Omar, disse à imprensa não ter confirmação, pelo menos por enquanto, sobre casos de contaminação do vírus H5N1 em seu país.

O Níger compartilha uma fronteira de quase 2.000 quilômetros com a Nigéria, e mantém um importante intercâmbio comercial com seu vizinho - incluindo a importação de aves de curral nigerianas.

Mortal para as aves e capaz de contaminar os seres humanos - mas só no contato com os animais -, o H5N1 foi registrado pela primeira vez no último dia 8 em um estado do norte da Nigéria - país que, com 130 milhões de habitantes, é o mais povoado da África -, e desde então se propagou a outras cinco regiões do país.

Há duas semanas, o Governo do Níger anunciou um plano de emergência para lutar contra a gripe aviária, mas um financiamento de 3 milhões de euros é necessária para sua implementação.

Por sua vez, o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, convocou na semana passada em Dacar uma conferência interministerial que contou com representantes de 16 países da África ocidental. O objetivo foi a criação de um comitê regional de controle da luta contra a gripe aviária.

Os participantes decidiram também pela criação de um fundo de intervenção urgente, dentro do Banco Africano de Desenvolvimento, a fim de mobilizar os recursos financeiros necessários para iniciar os programas de prevenção e de luta contra a praga.

No fim do ano passado, analistas da OIE apontaram a possibilidade de o H5N1 ter chegado à África através das aves migratórias, e afirmaram que, caso isso se confirmasse, haveria o risco de as novas migrações transportarem o vírus para a Europa durante o inverno africano.

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