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04/03/2006 - 14h05

Líderes árabes exigem punição após ataque à Basílica em Nazaré

Jerusalém, 4 mar (EFE).- Os líderes da minoria árabe de Israel exigiram hoje ao Governo que dê uma punição "com o máximo rigor" à família ortodoxa judaica que atacou com explosivos os fiéis que estavam na Basílica da Anunciação em Nazaré.

"A paciência de nossa comunidade está chegando ao fim, e o Governo deve tomá-lo em conta", advertiu o presidente do Comitê Superior Árabe de Seguimento, Fauzi Hatib, durante uma manifestação de protesto em Nazaré contra o ataque e os incidentes que deixaram 26 feridos.

A marcha - que ocorreu sem incidentes da Fonte da Virgem até a Basílica - teve a participação de cerca de 3.500 pessoas, segundo a Polícia, e foi liderada por autoridades eclesiásticas, do Comitê Superior Árabe e deputados no Parlamento (Knesset).

"O futuro da existência do Estado de Israel depende das relações entre as comunidades (árabe e judaica) do país, e suas autoridades devem se preocupar com que possam conviver em paz", disse ao concluir o protesto o máximo representante da Igreja Católica na Terra Santa, monsenhor Michel Sabah.

O deputado Tale A-Sanaa, representante da minoria beduína, disse que "a política do Governo produz todo tipo de demente", e que não éfeito o necessário "para extirpar esses elementos extraviados".

A comunidade árabe - que com mais de um milhão de pessoas representa quase 20% da população israelense - "recorrerá à ONU", afirmou A-Sanaa.

Os dirigentes árabes acham que o ataque é parte de uma política deliberada, mas as autoridades policiais garantem que a ação de Haim Eliahu Habibi, sua esposa e uma filha do casal foi "uma provocação pessoal para chamar a atenção sobre seus graves problemas econômicos".

Assim disse hoje o chefe de operações da Polícia nos Vales do Norte, Yaacov Zigdon, com jurisdição em Nazaré, após interrogar a filha do casal.

Seu pai, com antecedentes psiquiátricos e conhecido pelos serviços secretos por passadas e frustradas tentativas para atacar outras igrejas, se negava a cooperar com a investigação policial.

Os responsáveis pelo ataque, que entraram na Basílica na sexta-feira disfarçados de peregrinos cristãos e com uma carga de explosivos escondida em um carro de bebê, tiveram que ser resgatados pelas forças policiais, porque poderiam ser linchados.

O líder de uma facção radical do Movimento Islâmico de Israel, o xeque Raed Salah, disse hoje que "o aumento de ataques contra santuários religiosos se deve à incitação do Governo".

O primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, analisará o ataque cometido pela família Habibi e suas possíveis conseqüências amanhã, na reunião semanal do Gabinete Nacional, após os chefes dos órgãos de segurança apresentar relatórios.

Olmert e a ministra das Relações Exteriores israelenses, Tzipi Livni, expressaram seu pesar pelo incidente à Santa Sé no Vaticano, e ao monsenhor Sabah, oriundo de Nazaré e o primeiro palestino à frente do Patriarcado Latino em Jerusalém.

Por enquanto, os três membros da família Habibi, que recebe ajuda estatal proporcionada aos indigentes, está sob detenção policial e devem ser levados a julgamento.

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