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07/03/2006 - 14h50

Enviado da ONU culpa rebeldes pela violência no Sudão

Cairo, 7 mar (EFE).- O enviado especial da ONU ao Sudão, Jan Pronk, culpou hoje os grupos rebeldes armados pela violência na região de Darfur, no oeste do país, onde morreram centenas de milhares de pessoas nos últimos três anos.

Em declarações aos jornalistas após sua reunião no Cairo com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, o enviado da ONU criticou também a lentidão dos esforços para restabelecer a paz na região do conflito.

"A maioria dos assassinatos é cometida pelas milícias, e não pelas tropas do Governo", afirmou Pronk, em referência aos rebeldes armados que, em Darfur, enfrentam o Governo de Cartum.

A guerra explodiu em março de 2003, quando o Exército de Libertação do Sudão (ELS) e o Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) pegaram em armas para protestar contra a pobreza e marginalização da região, na fronteira com o Chade, e pelo controle dos recursos naturais.

Desde então, cerca de 200 mil pessoas morreram e mais dois milhões se viram forçadas a abandonar seus lares para se alojar em campos de refugiados no Sudão e no Chade. Segundo a ONU, o conflito é o pior desastre humano deste século.

Pronk afirmou, além disso, que suas conversas com Moussa abordaram, entre outros temas, as negociações de paz entre o Governo sudanês e os dois grupos rebeldes da região.

"As negociações de paz se desenvolvem num ritmo muito lento", criticou Pronk ao comentar as conversas que entraram no seu segundo ano em Abuja sem que, por enquanto, se tenha chegado a uma solução para o conflito.

Sobre um possível aumento das pressões das Nações Unidas para que o Sudão aceite a troca da força de paz da União Africana (UA), atualmente desdobrada, por tropas de interposição da ONU, Pronk afirmou que "foram os embaixadores africanos no Conselho de Segurança que decidiram mudar as forças da UA por tropas internacionais".

O presidente do Sudão, Omar Hassan Al Bachir, ameaçou semana passada retirar o seu país da organização africana. Ele não aceita que os 7 mil soldados da UA presentes em Darfur sejam substituídos por uma força de paz internacional.

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