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08/03/2006 - 16h43

UE e EUA pedem ao Sudão que permita aumentar as forças de paz

Bruxelas, 8 mar (EFE).- A União Européia (UE) e os Estados Unidos pediram hoje ao Sudão que permita o aumento da força internacional de paz para a região de Darfur, e prometeram mais ajuda à missão que, por enquanto, é realizada pela União Africana.

Bruxelas foi cenário hoje de uma intensa série de conversas entre a UE, EUA, ONU e União Africana para revisar a situação do conflito em Darfur, onde a situação está piorando devido à continuidade da violência, que já deixou mais de dois milhões de refugiados.

"Não podemos deixar que a situação de Darfur continue como está agora", afirmou o alto representante da UE para Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana, após se reunir com o subsecretário de Estado dos EUA, Robert Zoellick.

Zoellick disse que os 7.000 soldados da União Africana "precisam de mais ajuda" para "reforçar suas operações", e confiou em que o Governo sudanês reconhecerá como uma força de paz maior "beneficia seus interesses", porque reduzirá a violência.

Forças da União Africana exercem atualmente uma missão de paz nessa zona, mas se estuda a possibilidade de que a operação seja colocada sob a bandeira das Nações Unidas e receba mais apoio internacional.

"Queremos dar impulso às negociações de Abuja (Nigéria)", afirmou Solana, que disse que o objetivo seria iniciar um "mapa do caminho" com compromissos muito claros para ambas as partes.

As conversas de paz estiveram estagnadas nos últimos meses.

Zoellick disse que as operações da força da UA não são suficientes e "é preciso um acordo de paz", porque "a situação continua muito perigosa".

Solana e o comissário para Ajuda Humanitária da UE, Louis Michel, se reuniram hoje com o presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konaré, ao vice-presidente do Sudão, Ali Osman Taha, assistente para operações de paz da Secretaria-Geral da ONU, Hedi Annabi, e com Zoellick.

O subsecretário de Estado dos EUA também se reunirá com o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer.

A missão da UA termina no final de março, e a organização africana continua com problemas financeiros para realizá-la, por isso se estuda que a ONU assuma a operação, algo que, por enquanto, tem a oposição do Sudão.

A União Africana deve decidir na próxima sexta-feira o futuro de sua participação, e Solana disse que caso aconteça uma decisão da ONU "não deveria causar problemas, nem sequer ao Sudão".

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