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10/03/2006 - 17h59

Berlusconi assume o lugar de ministro que renunciou

Roma, 10 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou que assumirá provisoriamente o ministério da Saúde após a renúncia de Francesco Storace, que hoje deixou o cargo por causa do escândalo provocado por uma trama de espionagem política.

Em entrevista ao "Canale 5", Berlusconi confirmou sua intenção de cuidar provisoriamente do ministério e se mostrou "seguro" de que Storace não tem nada a ver com "negócios desse tipo".

O chefe do Executivo se referiu assim ao caso de espionagem, divulgado esta semana, que afetou dois dos oponentes de Storace nas eleições da região do Lazio no ano passado, Alessandra Mussolini - neta de Benito - e Piero Marrazzo.

Segundo a imprensa italiana, o objetivo dos detetives particulares que seguiam os dois candidatos era manchar a reputação deles em benefício de Storace, que apesar de tudo perdeu as eleições.

Mesmo qualificando de "calúnias" as acusações, o ministro da Saúde decidiu renunciar a seu cargo. Ele justificou sua decisão com o argumento de evitar a manipulação do caso por parte da oposição em plena campanha para as eleições gerais do abril próximo.

Berlusconi insistiu em que é "impossível" que Storace, da direitista Aliança Nacional - partido que faz parte da coalizão de Governo -, esteja implicado no assunto.

A decisão de assumir a pasta foi criticada por deputados como Giuseppe Fioroni, do partido Margarita, de oposição, que considerou o gesto "inoportuno e irresponsável".

Durante a entrevista, o primeiro-ministro também comentou o pedido da Promotoria de Milão de enviá-lo a julgamento por um caso de pagamentos ilegais ao advogado britânico David Mills. Ele atacou a atual magistratura italiana, que definiu como "uma doença de nossa democracia".

Berlusconi, que durante a atual legislatura manteve sérias diferenças com a Associação Nacional de Magistrados, opinou que os juízes estão a serviço da oposição.

"A esquerda tentou, nos cinco anos em que governou, eliminar o líder da oposição usando os magistrados, que fazem parte do seu bloco político", disse.

A renúncia de Storace e o pedido de processo complicaram a campanha eleitoral do primeiro-ministro, que nas eleições de 9 e 10 de abril enfrentará o líder de centro-esquerda Romano Prodi.

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