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10/03/2006 - 17h19

Gutiérrez deseja abolir o cargo de vice-presidente no Equador

Quito, 10 mar (EFE).- Para o presidente deposto do Equador Lucio Gutiérrez, os 29 meses em que ocupou o cargo deixaram grandes lições, arrependimentos e a convicção de que a figura do vice-presidente deve ser abolida para evitar "traições".

Gutiérrez venceu as eleições em 2002 e foi deposto no ano passado, quando estava na metade de seu mandato, em meio ao que considerou um "golpe do Estado" pelo qual culpa seu vice-presidente e atual chefe de Estado, Alfredo Palacio.

Confiante de que, caso confirme sua candidatura à presidência, vencerá as eleições de 15 outubro, Gutiérrez disse que planeja se desfazer de um "fantasma" que nos últimos anos roubou o cenário político do país: o vice-presidente.

Três vice-presidentes dos últimos Governos chegaram à Presidência depois de destituições ou revoltas indígenas: Rosalía Arteaga, Gustavo Noboa e Palácio.

Para levar adiante essa reforma, Gutiérrez pretende convocar uma Assembléia Constituinte. O ex-presidente insiste que Palácio o traiu e organizou um "golpe de Estado" junto com a "oligarquia corrupta do país", acusação que o atual Governo desmente categoricamente.

A candidatura de Gutiérrez é uma das grandes incógnitas do panorama político do Equador. Embora a reeleição imediata não seja permitida no país, já surgem argumentos a favor do ex-presidente com base em interpretações particulares da Constituição.

Embora qualifique o Governo de Palácio como "carente de legitimidade", Gutiérrez também vê nele uma chance de emplacar sua candidatura, pois considera que em seu caso não haveria uma reeleição imediata pelo fato de já ter havido um outro Governo.

Uma semana depois de ter deixado a prisão onde, mesmo sem provas contra ele, esteve recluso por cerca de cinco meses acusado de sedição, Gutiérrez faz uma "viagem de agradecimento" pelo país e promete que em seu "próximo Governo" completará os planos de sua primeira gestão, quando queria reduzir a pobreza, lutar contra a corrupção e realizar reformas políticas.

Gutiérrez, deposto em 20 de abril de 2005 e fundador do partido Sociedade Patriótica, assegurou que não aceitará alianças para as eleições de outubro e que planeja manter uma política de abertura com todos os países.

Destacou que respeitará os compromissos internacionais, reestruturará a dívida externa e analisará a conveniência de manter o centro de operações dos EUA na base de Manta, no oeste do país, onde os americanos mantêm uma força de combate às drogas.

Em 2009 vence o convênio sobre a base de Manta, à qual se opõem grupos indígenas, movimentos sociais e organismos de direitos humanos, por considerarem que a instalação envolve o Equador no plano anti-drogas da Colômbia, idéia negada por Quito, Bogotá e Washington.

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