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13/03/2006 - 19h32

Ponte da Amizade é fechada novamente, desta vez por brasileiros

Assunção, 13 mar (EFE).- A ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai, foi novamente fechada hoje por compradores brasileiros, em protesto diante do cerco à entrada de mercadorias no país.

Desde a semana passada, vários protestos vindos dos dois lados fronteira tumultuaram a ponte que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu, depois que as autoridades brasileiras decidiram intensificar o controle sobre a entrada de mercadorias vindas do principal centro comercial paraguaio.

Porta-vozes de Ciudad del Este informaram que a ponte foi bloqueada por centenas de "sacoleiros" brasileiros e motoqueiros que lhes oferecem transporte.

Ciudad del Este recebe diariamente milhares de brasileiros para comprar produtos - principalmente eletrônicos e de informática - que podem ser adquiridos até uma cota de US$ 300, estabelecida pelas autoridades do país vizinho.

A Receita Federal intensificou a fiscalização na fronteira e, na semana passada, reteve mais de cinqüenta ônibus de "sacoleiros" e dezenas de táxis, moto-táxis e caminhonetes usados por um grupo de transportadoras paraguaias para o tráfego de mercadorias ao outro lado da fronteira.

Neste sábado, a resposta à medida por parte da cidade paraguaia, foi a apreensão de 51 táxis e 48 moto-táxis brasileiros, que serão liberados uma vez pagas as multas que serão fixadas por um juizado, segundo informou o prefeito. Javier Zacarías.

Hoje, as transportadoras paraguaias exigiram que Zacarías não libere os veículos apreendidos até que as autoridades brasileiras façam o mesmo do outro lado da ponte.

Além disso, pediram a intervenção da Direção de Migrações e Seguro Social para controlar a situação jurídica dos cidadãos brasileiros que trabalham em Ciudad del Este.

Estima-se que cerca de 8 mil brasileiros que vivem em Foz do Iguaçu trabalham em Ciudad del Este e cruzam diariamente a ponte, da mesma forma que muitos donos das lojas, a maioria de origem árabe e asiática.

O conflito comercial foi tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu colega paraguaio Nicanor Duarte no sábado passado em Santiago do Chile, durante a posse da nova presidente, Michelle Bachelet.

Duarte afirmou hoje que conversaria por telefone com Lula para tentar solucionar o conflito, já que, além da apreensão das mercadorias, a Receita Federal confiscou os meios de transporte.

"Para mim é um abuso e disse ao presidente (Lula) que precisamos de maior solidariedade. Não digo que as normas não precisem ser cumpridas, mas não podemos atuar com arbitrariedade nem com muita dureza", declarou Duarte, que se referiu às implicações sociais do contencioso.

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