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13/03/2006 - 08h30

"Washington Post" afirma que Bush quer mudar regime do Irã

Washington, 13 mar (EFE).- O Governo dos Estados Unidos está cada vez mais inclinado a buscar formas de induzir uma "mudança de regime" no Irã, em vez de alcançar acordos de convivência com os atuais dirigentes teocráticos de Teerã, segundo a edição de hoje do jonal "The Washington Post".

Embora existam divergências dentro do Governo, "levam vantagem os que propõem uma mudança de regime, frente aqueles que defendem mais diplomacia", disse ao jornal o presidente do Conselho de Relações Exteriores e ex-diretor de planejamento do Departamento de Estado na Administração Bill Clinton, Richard Haass.

O Departamento de Estado criou uma diretoria especial dedicada ao Irã e está aumentando o pessoal em suas embaixadas em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e em outros países vizinhos do Irã expressamente para vigiar de perto a República Islâmica, segundo explicou ao jornal o Secretário de Estado adjunto Nicholas Burns.

A emissora de rádio do Governo americano "Voz da América", que atualmente transmite ao Irã durante apenas uma hora ao dia, aumentará em abril sua programação a quatro horas diárias e prevê chegar a 24 horas por dia.

Burns ressaltou que a Administração Bush aprendeu com o caso do Iraque, país que invadiu em 2003 sem amplo respaldo internacional, e com relação ao Irã entendeu "a importância de colaborar com o maior número de países possível".

"Queremos contar com o total respaldo da comunidade internacional para pressionar ao Irã", acrescentou Burns.

Portanto, durante o último ano, os Estados Unidos permitiram que fosse a União Européia (através da "troika" formada por Alemanha, França e Reino Unido) quem liderasse as negociações entre Teerã e o Ocidente na disputa sobre o programa nuclear iraniano.

Alguns analistas esperam que durante este ano a Administração de George W. Bush tome uma decisão sobre uma eventual intervenção militar no Irã, cujo "dossiê" nuclear é analisado hoje em Nova York pelo Conselho de Segurança da ONU.

Por enquanto, Bush e seus assessores dizem que todas as opções estão sobre a mesa, mesmo que se esgotem as vias diplomáticas.

Alguns dirigentes do Partido Republicano acreditam que será necessário um ataque militar contra o Irã, mesmo que seja apenas com o objetivo de atrasar o programa nuclear em alguns anos, segundo o "Washington Post".

Richard Haas, o ex-membro da Administração Bill Clinton, comentou que "os Estados Unidos devem fazer um grande esforço diplomático, em parte porque poderiam ter sucesso, em parte porque nenhuma das alternativas é atraente, e em parte porque se recorrerem (a outros métodos) terão deixado evidente que tentaram (conseguir uma solução pacífica)".

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