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14/03/2006 - 10h13

Straw: Guardas britânicos saíram da prisão por falta de segurança

Londres, 14 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jack Straw, afirmou hoje que os guardas britânicos da prisão palestina de Jericó, atacada por soldados israelenses, saíram do centro porque a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não garantia sua segurança.

"Em última instância, a segurança de nosso pessoal deve ter preferência", disse Straw em declaração escrita enviada ao Parlamento britânico, depois que o Reino Unido e os EUA retiraram hoje seus guardas da prisão cisjordaniana.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, acusou Londres e Washington de violar o Acordo de Ramala (2002) entre a Autoridade Palestina e Israel, em virtude do qual esses funcionários vigiam a prisão de Jericó.

O chefe da diplomacia britânica disse que "é responsabilidade da ANP garantir a segurança pessoal dos observadores dos Estados Unidos e do Reino Unido".

"Expressamos repetidamente diante da Autoridade Palestina nossa preocupação pela segurança de nossos observadores, e pedimos que cumpram suas obrigações em aplicação do Acordo de Ramala", disse o ministro britânico.

Straw disse que Londres e Washington enviaram em 8 de março uma carta ao próprio Abbas na qual advertiam que colocariam fim a sua "participação na missão", a menos que a ANP "cumprisse de forma imediata e completa" o Acordo de Ramala.

Os militares israelenses atacaram a prisão em busca de ativistas palestinos detidos nesse centro, em particular Ahmed Saadat, líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), a quem Israel acusa do assassinato, em 2001, do ministro israelense de Turismo, Rehavam Zeevi.

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