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15/03/2006 - 15h37

Abbas: nem EUA nem R. Unido avisaram sobre a retirada dos guardas

Amã, mar 15 (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse hoje que os Estados Unidos e o Reino Unido não o avisaram sobre a data da retirada dos guardas da prisão da cidade palestina de Jericó.

"Os americanos e os britânicos só nos comunicaram há uma semana que tinham a intenção de retirar seus guardas, mas não coordenaram a operação conosco, por isso a data da retirada nos pegou de surpresa", afirmou Abbas, após se reunir com o primeiro-ministro jordaniano, Marouf al-Bakhit.

Segundo Abbas, as autoridades israelenses tiveram conhecimento prévio da retirada dos guardas britânicos e norte-americanos.

"Ficou claro que os tanques israelenses estavam esperando para começar a operação imediatamente após a retirada dos guardas", disse Abbas.

O presidente palestino responsabilizou o Reino Unido e os Estados Unidos de coordenarem a operação com Israel, embora tenha reconhecido perante os jornalistas que esses funcionários tinham avisado da intenção de ir embora da prisão, apesar de não comunicarem a data.

O líder da ANP, que seguiria de Jericó à vizinha Jordânia, disse aos repórteres que o acompanhavam que a invasão militar "é um crime sujo que não será perdoado, uma humilhação para o povo palestino e uma violação de todos os acordos".

Abbas se referia à invasão das tropas israelenses contra a prisão de Jericó ontem, onde Israel prendeu seis membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Entre os presos está o secretário-geral do grupo, Ahmed Saadat, acusado de ser o autor intelectual do assassinato do ministro de Turismo israelense, Rehavam Ze'evi, em outubro de 2001.

Abbas alertou que o incidente de ontem em Jericó foi uma perigosa iniciativa por parte dos israelenses que, segundo ele, não pode ser aceita, lembrando que os seis presos permaneciam na prisão de Jericó graças a um acordo pelo qual a ANP, então presidida por Yasser Arafat, prendeu o líder da FPLP em Jericó, com mediação do Reino Unido e dos Estados Unidos, em vez de entregá-lo a Israel.

"Sua prisão (por parte de Israel) é uma violação do acordo", afirmou Abbas, enquanto al-Bakhit advertiu sobre as "repercussões negativas que esse tipo de escalada terá no Oriente Médio".

O Exército israelense deteve - sob ameaça de destruir a prisão se eles não se entregassem - o líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), Ahmed Saadat, e um funcionário da ANP, Fouad Shoubaki - acusado de contrabando de armas.

As autoridades israelenses justificaram a operação pelo temor de que os palestinos os libertassem, violando o acordo entre Israel, EUA e Reino Unido.

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