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16/03/2006 - 17h09

TPII informa amanhã de investigações sobre a morte de Milosevic

Haia, 16 mar (EFE).- O presidente e o secretário do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) informarão amanhã sobre os últimos progressos nas investigações sobre a morte do ex-presidente da Sérvia e da Iugoslávia Slobodan Milosevic.

O juiz Fausto Pocar, presidente do TPII, e o secretário Hans Holthuis, concederão uma entrevista coletiva nesta sexta-feira às 8h (de Brasília), informou o tribunal em comunicado.

Esta será a primeira aparição pública de Pocar após o falecimento de Milosevic, que foi encontrado morto em sua cela no último sábado.

O objetivo da entrevista será informar sobre "os progressos realizados" nas investigações promovidas pelas autoridades holandesas e por um grupo especial do TPII sobre a morte de Milosevic, indicou uma porta-voz.

No entanto, não foi dito se Pocar e Holthuis anunciarão os resultados dos exames toxicológicos no corpo do ex-presidente.

Milosevic, de 64 anos, estava sendo julgado pelo TPII desde fevereiro de 2002 por genocídio e crimes de guerra cometidos durante as guerras balcânicas da década de 90.

Os resultados preliminares da autópsia feita no último domingo por legistas holandeses indicam que Milosevic morreu de um infarto de miocárdio, embora ainda não haja um relatório completo dos resultados dos exames toxicológicos.

Após a morte de Milosevic, as autoridades da Holanda iniciaram uma investigação que ocorre em paralelo às análises internas feitas por um grupo especial do TPII, liderado pelo juiz Kevin Parker, vice-presidente do tribunal.

Pouco antes do comunicado sobre a coletiva, a Sala do TPII que promovia o julgamento contra Slobodan Milosevic ordenou que os materiais confidenciais relevantes do caso sejam entregues às autoridades holandesas e à equipe especial de investigação da corte.

Alguns materiais foram considerados "confidenciais" por conter informação pessoal sobre Milosevic e, com a medida, se procura proteger a privacidade dos acusados, disse o TPII em comunicado.

A nota do tribunal acrescenta que, nesse caso, os interesses da privacidade perdem prioridade - uma vez falecido o acusado - perante os interesses de oferecer às investigações "um acesso irrestrito à informação" disponível.

No entanto, todos os materiais relevantes sobre o caso continuarão sendo confidenciais exceto quando as necessidades de qualquer das duas investigações requeiram sua entrega, segundo a decisão da Sala.

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