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20/03/2006 - 19h30

Bush insiste em deportação e pede aprovação de novo programa

Washington, 20 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu hoje sua proposta de deportar os imigrantes não documentados e pediu que o Congresso aprove um programa de trabalhadores temporários.

Durante um discurso em Cleveland (Ohio), Bush disse que apóia a emissão de cartões à prova de fraude para uma estadia temporária dos imigrantes não documentados, a fim de que realizem os trabalhos que os americanos não querem fazer.

É uma questão de segurança fronteiriça, porque "isso significa que as pessoas estarão dispostas a vir legalmente, com um cartão, para trabalhar por tempo limitado e depois retornar", explicou Bush, que reconheceu que a imigração ilegal nos Estados Unidos tem raízes econômicas.

Um programa de "trabalhadores hóspedes", como o que propôs em janeiro de 2004, aliviaria o trabalho da Patrulha de Fronteira, a qual, em vez de perseguir o contrabando de pessoas em grandes caminhões ou através do deserto no estado do Arizona, "poderá concentrar-se na entrada de drogas, armas e terroristas", acrescentou.

Segundo Bush, o primeiro passo para que os EUA protejam suas fronteiras e sejam ao mesmo tempo "uma sociedade humana" é o reforço da segurança na fronteira e a deportação dos imigrantes clandestinos.

Por outro lado, ele reafirmou a sua oposição a uma "anistia" ou ao tratamento preferencial de imigrantes não documentados na hora de solicitar a residência permanente nos Estados Unidos.

"Espero que o debate no Congresso seja cortês. Já passamos por outros períodos de duros debates sobre a imigração", lembrou Bush, condenando o lucrativo negócio do contrabando de imigrantes e documentos falsos.

Enquanto isso, o Governo do México pagou espaços em três dos principais jornais dos Estados Unidos para explicar sua própria política migratória e, em particular, seus planos para desencorajar a emigração ilegal, através do desenvolvimento econômico.

"O México não promove a migração não documentada e deseja participar da busca de soluções" para o problema que compartilha com os EUA, diz o anúncio.

Um programa de trabalhadores hóspedes "permitirá que os EUA e o México combatam melhor as organizações criminosas que se especializam no contrabando de migrantes e no uso de documentos fraudulentos", acrescenta.

O anúncio, publicado hoje nos jornais "The Washington Post", "Los Angeles Times" e "The New York Times", resume os principais elementos da resolução conjunta aprovada pelo Congresso mexicano em fevereiro.

As declarações de Bush sobre o tema migratório foram feitas exatamente num momento em que esquenta o debate no Congresso sobre como conter a imigração ilegal e como solucionar a presença de 12 milhões de imigrantes indocumentados nos EUA.

Na próxima segunda-feira, o Comitê Legal do Senado deverá votar sobre uma medida que, em princípio, ofereceria um caminho para a legalização de milhões de imigrantes clandestinos, assentando as bases de um programa de trabalhadores hóspedes.

Descontente com essa possibilidade, o líder da maioria republicana do Senado, Bill Frist, apresentou sua própria alternativa, com medidas punitivas contra a imigração ilegal e maior vigilância na fronteira.

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