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20/03/2006 - 10h33

Nove mortos em ataque no Nepal após fim de bloqueio maoísta

Katmandu, 20 mar (EFE).- Oito soldados e um insurgente maoísta morreram e outros três militares ficaram feridos hoje em uma emboscada da guerrilha contra uma patrulha do Exército no centro do Nepal, informaram fontes de segurança nepalesas.

Trata-se do primeiro incidente violento após o bloqueio que a guerrilha impôs nas estradas até domingo e que paralisou o país durante seis dias.

Katmandu e outras principais cidades permaneceram bloqueadas pelos rebeldes como medida de pressão para que o Governo convoque eleições constituintes.

O confronto aconteceu no distrito de Kavrepalanchowk, para onde vários soldados foram deslocados para retomar o fornecimento de água potável de um campo militar bloqueado pela guerrilha maoísta há três dias.

Fontes oficiais asseguraram que pode haver muitas vítimas entre os insurgentes.

A guerrilha maoísta lutou na última década contra diversos Governos nepaleses para conseguir o estabelecimento de um Estado comunista, em um conflito que acabou com as vidas de 13 mil pessoas.

A guerrilha suavizou suas posições recentemente e trabalhou com diversos partidos da oposição para coordenar suas ações contra do rei Gyanendra.

Os rebeldes e os partidos políticos concordaram em convocar uma greve geral por quatro dias em abril, em protesto contra o Governo designado por Gyanendra.

"Estamos comprometidos com o acordo assinado entre os sete partidos e o Partido Comunista do Nepal (Maoísta) em novembro", afirmaram os líderes da oposição, acrescentando que se tinha realizado uma segunda rodada de negociações entre ambas as partes sobre a questão.

O Nepal vive em uma grave crise política desde fevereiro de 2005, quando o monarca destituiu o Governo e assumiu o poder absoluto.

Desde então, o rei governou com um Executivo composto por seus seguidores, apesar da insistência dos maoístas, da oposição e da comunidade internacional para que restaure a democracia.

Em novembro passado, os grupos políticos e a guerrilha chegaram a um acordo para lutar contra o regime de Gyanendra, ao considerar que a única saída para a crise é a realização de eleições para uma assembléia constituinte, embora os políticos rejeitem a colaboração com os rebeldes até que estes abandonem as armas.

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