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21/03/2006 - 12h48

Bush diz que sairia do Iraque se não acreditasse no sucesso

Washington, 21 mar (EFE).- O presidente George W. Bush disse hoje que retiraria as tropas americanas do Iraque se não acreditasse no sucesso da missão, e negou que exista uma guerra civil no país árabe.

Em entrevista coletiva anunciada pela Casa Branca uma hora antes de seu começo, o presidente analisou a situação no Iraque e destacou a importância de os líderes iraquianos entenderem que devem permanecer unidos.

"Todos reconhecemos que há violência, violência sectária", disse Bush, que, no entanto, reiterou seu convencimento de que "não há uma guerra civil" no Iraque.

O ex-primeiro-ministro interino do Iraque Iyad Allawi disse em recente entrevista que seu país está mergulhado em uma guerra civil, opinião com a qual Bush disse não concordar. Os iraquianos decidiram "não cair na guerra civil", disse o presidente americano.

Bush concedeu sua segunda entrevista coletiva formal de 2006 em um momento em que sua popularidade está no menor nível de sua Presidência, abaixo dos 40%.

O presidente reiterou que está "muito otimista" sobre o sucesso no Iraque, e afirmou que retiraria as tropas se não acreditasse na vitória. "Se eu pensasse assim não poria nossos filhos em perigo".

Bush disse entender por que muitos americanos estão preocupados com a situação no Iraque, e admitiu que "haverá combates mais duros" no país árabe.

No entanto, destacou que os Estados Unidos "têm uma estratégia para a vitória" no Iraque. "Os terroristas não se renderam. Eles são teimosos. Gostam de matar", disse.

O presidente negou que quisesse invadir o Iraque desde o começo de seu Governo. "Eu não queria ir à guerra. Assumir que eu queria a guerra é simplesmente errado", afirmou.

Bush também aproveitou para alertar que seria "inaceitável" qualquer tentativa iraniana de promover a violência sectária no Iraque ou de proporcionar material para a fabricação de bombas a serem usadas contra os soldados americano.

O presidente afirmou que o Irã "poderia chantagear o mundo" se obtivesse armas nucleares, e garantiu que os Estados Unidos não tolerarão que isso aconteça.

"Os iranianos devem ouvir uma voz unificada (do mundo) sobre seus planos nucleares", afirmou.

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